Minha lira tem um jeito de quem está perdido em um caminho sem volta, não há paredes, não há estradas, não há luz nem referentes, há apenas passos desvairados que me conduzem querendo voltar...
Jorge Aragão, Almir Guineto, Neoci (filho do João da Baiana), Sombrinha, Ubirany e Sereno, é era um time bem honesto, e o Jorge Aragão estava la! Embora a musga que mais gosto do Jorge Aragão seja "Velho armário" a escolhida de hoje foi "Dança das mãos". Infelimente as minhas preferidas desse artista não eram as preferidas das rodas de samba/pagode, mas hoje tenho o youtube e spotfy pra resolver essa minha carência, tudo certo! Sugestões:
Topo das lições Fria lição Perfume e música Amor e música
Ah, Claudionor Cruz e Pedro Caetano... não há o que dizer! Essa música é mais uma pedrada dessa dupla de malandros. Paulinho é da pesada pra valer, não acho que seja o sucessor do Paulo da portela, como diz o samba do Monarco (acho que é mais uma homenagem pelo fato do Paulinho sempre carregar a velha guarda, esquecida pelas aves de rapina, nas costas), mas seu valor para a música brasileira, para o samba é inestimável. Interessante imaginar que uma mente tão cabulosa (cada canetada fudida esse malandro tem) ficou 10 anos sem gravar por ter se perdido no labirinto da própria mente, e depois desse período retornar compondo e cantando com a mesma qualidade de sempre. Monstro é monstro né!
"Só gravo as músicas que eu gosto, porque a gente gostando da música, sua história, sua letra, a gente dá um recado mais íntimo. Por isso que eu sempre cantei aquilo que eu gostei, que entra no meu âmago." Orlando Silva, o cantor das multidões, mandou essa ideia antes de cantar "meu romance", no programa do saudoso Faro.
A modernidade da tradição disco de 1994, salvo engano é o segundo disco do Marcos Sacramento, repertório indigesto, e acho engraçado, pois apesar de conhecer muito de samba, mas estou falando de samba, e muito, o cidadão não se intitula sambista, e tem muito menino nascido nessa década que bate no peito e diz que faz e é sambista... mas, voltando ao que interessa, em 2003 lançou outro álbum de respeito que apresenta um repertório indigesto, pois bem, Noel Rosa, tem? J. Cascata, tem? Wilson Batista, tem? Assis Valente, tem? Nelson Cavaquinho e Ataulfo, tem? Meu povo e minha pova o disco é uma aula de samba! Vou até deixar o link pra quem queira escutar na íntegra sem ter que baixar abasolutamente nada: https://www.immub.org/album/memoravel-samba
(Uso sempre esse site para pesquisas).
A interpretação é primorosa, deu uma acelerada no andamento mas manteve a mesma dinâmica, não comprometendo em absolutamente nada a característica da musga, o time que faz o molho, que não é a habitual "panela" do RJ, mandou o recado a vera. De cabeça lembro do Luiz Flávio Alcofra (violão) e Netinho Albuquerque (pandeiro). P.S.: Esse disco merecia um LP!
Isso é uma brasa! Impressionante como essa leva de compositores conseguiam externalizar seus sentimentos, noto, que sempre cantavam suas vivências, seria essa a munganga pra arrebatar outras almas? Eh, talvez seja esse o caminho...
Eu sempre vou me questionar, o que aconteceu com as composições dos anos 80 pra cá??? Bem, não tem muito que falar da elegância do cantar do Roberto Silva neh!? Ah, como me agrada esses metais, dá uma charme do caraleooooo, num dá naum!? Ah, hoje em dia não se tem mais tempo de fazer a segunda só de instrumentais e voltar cantando a terceira né!? Na moral, que merda! hahaha
Vou mandar prender,
Esta nega Risoleta,
Que me fez uma falseta e me desacatou,
Porque não lhe dei o meu amor.
Isto é conversa prá doutor.
E ela foi criada,
Na roda da malandragem,
Hoje vive com visagem.
Eu sei que com esta nega,
Não vou levar a mínima vantagem.
E ela quebrou,
O meu chapéu de palhinha,
De abinha bem curtinha.
E também rasgou,
O terno melhor que eu tinha - Quem me deu foi Rosinha.
E a camisa de seda,
Que eu comprei à prestação da mão do Salomão(Por preço
de ocasião)
E ainda não paguei,
A primeira prestação (Meus Deus do céu, que confusão)
Se não me falha a memória esse foi o segundo LP que comprei! Sou sim, um admirador da obra do grande Chico da Silva. Que pena que as novas gerações não seguiram essa linhagem. Os malandros maneiros sabiam o que estava porvir, disco de 1979 e o vagabundo me vem com essa crítica pesadíssima. Não tenho nem o que argumentar sobre a letra, no máximo, posso dizer umas bobagens, já que sou um analfabeto musical, sobre a música. A introdução com distorção das guitas, é uma sarcasmo sensacional, o surdo na cara, bem cadenciado, dando uma sensação fúnebre, e um tamborim frenético que vai, tirar nosso pulsar frenético e volta, uma viola que "eu acho" que não é elétrica, rs... Obrigado Chico da Silva, mais um grande que o povo (grande maioria) fez pequeno, parabéns aos envolvidos. 😔
Mudou
Meu pandeiro de couro se modificou
O pregresso da arte o plastificou
A viola de pinho se eletrificou
Tudo mudou
Mudou
Já existe uma orquestra num só instrumento
A ciência aniquila com nosso talento
E o artista é que sofre com esse advento
Tudo mudou
Mudou
O idioma gritando cadê meu capricho?
É o pacas, é o puts
É o pow, alô bicho
Pra cultura primária o esforço mudou
O mental mudou
Não comunicou
É o Brasil país que tem seu dialeto
O ok não é nosso, não é o concreto
A corruptela de estar ficaria mais certo, "tá" (isso foi genial)
Tudo mudou
Mudou
O abraço não chora pra quem vai partir
O adeus não conversa com que vai ficar
O sorriso não fala pra quem vai sorrir
Tudo mudou
(Ae só pra chatear gastaram o repertório de arrranjo rs)
Pudera eu ser um colibri Quisera eu não sofrer assim Não chorava mais Sem olhar pra trás, jamais
Seria bom o meu viver No meu coração esperanças mil A vida doçura Com mil aventuras De um passado que ficou Me marcou Novos horizontes pra sonhar Provar com carinho dos deuses o nectar
Vem aqui, vem aqui Venha pra ver o cantar de um colibri.
Falado: Ele foi um grande lançador de talento novos, esse maravilhoso sambista que foi Geraldo Pereira nasceu de sua voz e de seu balanço todos especial. Ele representa uma das épocas mais criativas da música popular brasileira e é também o melhor dos homens, tens seu amor carioca a famosa Silveira Martins no Catete onde cada morador é seu amigo particular e seu leão de chácara. Ele tem o dom e a vocação da amizade e querer bem a ele é para mim um teste de caráter. Ele é um grande abraço em toda humanindade, ele é Ciro Monteiro. (Vinícius de Moraes)
A saudade quando bate Abate, Maltrata um coração Você zombou de mim, Você fugiu de mim Agora vem chorar Para voltar
Você errou, Quem mandou você errar? (Quem mandou?) Você errou, Quem mandou você errar? (Quem mandou?)
Eu estava parado pensando na vida e no que tenho feito Nas minhas virtudes e nos meus defeitos Pra saber por que é que eu sofro assim Nos encontros que marco só chego atrasado Os amores que arranjo me deixam de lado Sou um revoltado só a solidão se aproxima de mim
Amores arranjo mas são passageiros Não mora em meu bolso esse tal de dinheiro As coisas comigo não vão muito bem Na realidade eis a grande verdade Apesar de viver em meio a tanta gente Me sinto tristonho tão só sem ninguém.