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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Assombração de barraco - Bezerra da Silva

Eu já ando injuriado, ô xará
Meu salário defasado,
Meu povo todo esfomeado
E ainda é intimado a votar
Vejo que essa previdência
Não tem competência pra ser social
O trabalhador adoece e morre na fila do hospital
Enquanto uma pá de aspone que dorme e come mamando na teta
E os pc's na mamata sempre fazendo mutreta
Roubando dinheiro do povo e mandando pra suíça na maior careta
...
Isso é que é covardia que me arrepia e me faz chorar
É fraude por todos os lados e ninguém consegue grampear os
Culpados
É que na realidade a impunidade tá feia demais
E uma pá de cheque-fantasma assustando o planalto central
Assombração de barraco ou ladrão de gravata e não é marginal

terça-feira, 26 de abril de 2011

Jornal da Pedra - Bezerra da Silva

Olha ai dedu duro:

Disse e me disse, não se revela
Sim mais é a lei do jornal da pedra da favela
-Disse e me disse, não se revela
É a lei do jornal da pedra da favela

Está escrito assim:
-Todos tem que respeitar
Não ví, não sei, não conheço
É somente a resposta que se pode dar
Quem caguetar na favela
Já está ciente que vai dançar
Não adianta pedir segurança a ninguém
De qualquer maneira o bicho vai pegar
...
Essa lei têm artigo desonerando o defensor
Cujo o número é 00
Que doutor nenhum estudou
Ela não dá direito a perdão
Mesmo sendo primário não vai dá sorte
A sociedade apoia o delator
Na favela ele é condenado a morte
...
Disse e me disse, não se revela (-"São Bento"), é a lei do jornal da pedra da favela
-"Ai rapaziada, depois de um papo desse vacila quem quiser. É a maior deixa malandragem."

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