terça-feira, 19 de março de 2019

Descrente - Alessandro Brito


A saudade é uma constante
Ao recordar-me aquele instante
Que teu corpo energizou o meu

Eu sempre tão descrente
De repente, não mais que de repente
Acreditei nas tuas mãos

Nossas almas se beijaram,
Se confidenciaram
Sem trocar uma palavra

Me enrusti em teus braços
Desfaleceu meu corpo cansado
Sonhando com seu amor.









sexta-feira, 1 de março de 2019

Maria Cecilia Cardoso - Alessandro Brito

Antes de tudo quero começar dizendo que você Maria Cecilia Cardoso sempre será uma das mulheres da minha vida <3 .="" br="">
Querida professora (da 3ª série do ano de 1991) a ti serei eternamente grato por ir contra as normas da escola e incorporar, apenas, Cecília Meireles como material de estudo "praquelas" pequenas criaturas sedentas de conhecimento. Acredite fez toda a diferença, hoje sei que lhe custou "a cabeça", talvez o preço tenha sido alto demais, mas ao menos para mim, valeu a pena seu esforço. Desde então dei de braços com a poesia e nos momentos de falta de entendimento das coisas da vida foi ela quem me aconselhou e me acalantou, ela não me deixa perder a crença no ser humano e me eleva ao cume dos sonhos de menino grande, onde tudo posso.
Talvez existam anjos, se existir, certamente você é um deles.
"Por toda minha vida vou te amar" sua felicidade eu desejo todos os dias, hoje venho apenas lhe desejar parabéns!
Uma novo ciclo é como um novo ano, pela motivação e entusiasmo psicológico do novo, podemos tudo transformar.
Vá, faça o que tu queres, há de ser tudo da lei.

Te amo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Frase - Alessandro Brito

Eu respeito que a maioria dos que convivo não entendam "como eu vivo", mas acreditem é apenas uma questão de estilo!
Me compreender é o fundamental, ser compreendido...



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Teus olhos, teu sorriso - Alessandro Brito

Gosto dos teus olhos
Sim, eles são as portas de entrada e saída de tua alma
Quando os fitei,
Não imaginei querer penetrá-los
Mas agora, me encontro perdido
No labirinto que é teu olhar

Recuaria,
Me livraria da angustia de ir além,
De descobrir os caminhos tortuosos
Desses teus olhos ora serenos, ora aflitos
Mas regressando,
Abdicaria de conhecer tua alma

Gosto do teu sorriso, sim eu gosto
Teu sorriso me cativa
Me deixa a vontade
E sinto vontade, de tê-lo por perto
Pois transmite uma certa paz
Que hoje não sinto mais...

Semblantes como o teu
Apenas encontrei nos de corações feridos,
E que triste ironia, olhar e sorriso tão belos
Adornarem os caminhos que a mim te trouxeram
Eu que nem sei se consigo
Trilhar o caminho que agora espero...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Solidão - Paulo César Pinheiro

“O que quero dizer mesmo é que o homem nasceu sozinho, embora se junte, se agarre, mas nunca consegue escapar da solidão, são as solidões aglomeradas que se formam e se desfazem, porque na verdade a solidão é o nascimento, a vivência e a morte”.

domingo, 20 de janeiro de 2019

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Forró pé de serra anos 2000 - Alessandro Brito

O gênero musical forró, foi mais que religião para O POVO NORDESTINO.

Pedro Sertanejo fez da inóspita São Paulo um grande nordeste (em grau, número e gênero), sua trajetória tem importância imensurável e representa a própria história do forró.

Foi por meio da gravadora Cantagalo (cujo Pedro Sertanejo foi fundador) que os músicos nordestinos daquela época conseguiram gravar e cantar suas mazelas, alegrias, saudades e amores. A migração desordenada, do norte e nordeste para eixo Rio x S|ão Paulo, causou grande ruptura na cultura nordestina que teve que se adaptar a cultura sulista e ao espaço geográfico metropolitano. O política do país passou por uma grande mudança e, após a ditadura é notável a ruptura cultural, dentre outros aspectos na produção musical.

O forró foi perdendo seus baluartes e, os que sobreviveram, tiveram que se adaptar a modernidade pós movimento Cearense de forró, idealizado no início dos anos 1990 pelo produtor Emanuel Gurgel. O surgimento do denominado "forró de banda", também conhecido pejorativamente como forró de plástico, que até hoje faz enorme sucesso em todo o país.

Nos anos 2000, por meio da banda Falamansa e Rastapé, surgiu um novo movimento, dessa vez "sulista", que intitulou-se forró universitário. Não tão forte quanto o movimento cearense mas capaz de abrir um novo nicho de mercado que também se sustenta até os dias atuais.

O cenário atual apresenta um circuito nacional de forró universitário, hoje também intitulado como "pé de serra", mas que ainda representa um nicho pouco expressivo no mercado fonográfico brasileiro.

Embora não tenha tomado maiores proporções na produção fonográfica o circuito de forró universitário/pé de serra conseguiu se solidificar por meio de festivais que se espalharam por diversos estados dos país e, angariou um público fiel, inclusive em alguns países do exterior, onde o projeto de pesquisa das raízes do forró são tanto ou até maior.

Houve uma ruptura de produção e consumo do estilo entre o final da década de 1970 até início dos anos 2000. Esses movimentos de forró universitário não conseguem reproduzir  um "forró" (festa para se dançar) como foram os forrós da base e, muito menos conseguem criar, compor novos forrós (música) que externalizem as vivências contemporâneas. A maioria dos trios que hoje são as atrações desses circuitos (Festival de Itaúnas, Rootstock, Nata Forrozeira, Beijo Me Liga...) apresentam trabalhos que, quando não tentam falar de um nordeste imaginário, falam apenas de xotes românticos, um romantismo superficial. Não conseguem linkar, como fizeram os baluartes, seu cotidiano as suas letras e músicas.

Embora ainda existam (e sempre irão existir) exímios músicos, a produção atual figura longe daquelas gravações absurdos de 2 canais, 4 canais, 6 e 8 canais.

Um fato a ser destacado é que esse movimento de forró universitário, aproximou muitos jovens dos LPs e consequentemente das pesquisas a respeito do repertório, das histórias dos artistas e da região norte e nordeste. Trazendo uma nova leitura e uma revalorização dos artistas remanescentes daqueles áureos anos 1950, 1960 e 1970.

Canto do sabiá - Raimundo Nonato

Documentário Forró, Minha Vida [HD]

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