quarta-feira, 14 de agosto de 2019

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Frase - Alessandro Brito

Sistema nenhum é problema.  Qual o problema em assumir que o ser humano é que é o problema!?

Nossos Momentos - Elizeth Cardoso

Momentos são
Iguais aqueles em que eu te amei
Palavras são
Iguais aquelas que eu te dediquei

Eu escrevi, na fria areia
Um nome para amar
O mar chegou tudo apagou
Palavras leva o mar . . . .

Teu coração, praia distante
Em meu perdido olhar
Teu coração, mais inconstante
Que a incerteza do mar

Meu castelo de carinhos
Eu nem pude terminar
Momentos meus que foram teus
Agora é recordar . . . .

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O caminho de volta - Téta Barbosa

Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.

Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Rolleiflex

Numa madrugada quando tirávamos fotos num escadão da Madalena o "Guedaro", com aquela bigodeira marota, me disse: Foto é um pedaço da eternidade! Eu nunca me esqueci dessa reflexão.
Sua imagem eternizada nunca mais representará quem de fato você é, em todas as suas fotos você era. Muito embora, de fato, não mais sejamos, nossa mente tem o poder incrível de nos fazer voltar aos sentidos daquela imagem eternizada. Sinto o suor escorrendo da caminhada de Santa Tereza, descendo pelos arcos da Lapa, contornando a praça Paris (Na Glória) cruzando de ponta a ponta a arquitetura paisagística do Burle Marx no aterro do Flamengo, fazendo escala, no trote, no primeiro cassino do Brasil, Urca, uma água de coco contemplando a praia vermelha (Valeu Tim) o embarque do bondinho do Pão de Açucar, finalizando pelo abandonado Canecão, enfim, Leme. Muito suor, pés queimando, uma calçada escaldante e o sorriso de satisfação de uma criança que acabou de conhecer todos esses lugares, como "o cristão que anda a pé, na estrada de Canindé"(Ah, agora entendi Gonzaga).
Muitas vezes minha memória me trai, mas quando monto o mosaico (que dessa vez não é de pessoas, mas, de lugares que pude sentir o cheiro e tocar) com as peças difundidas eternizadas de quem fui e revivo cada emoção, transpiração, medo e tantos outros sentimentos daquelas tantas passagens, me sinto plenamente realizado, fico com os olhos cheios de esperança de colecionar novas memórias afim de aumentar as peças desse mosaico.
P.S.: Aos usuários dependentes (tipo craqueiro) das redes sociais, não importa onde ou quando foi tirada a sua foto, o que importa é a emoção que você passa (e sente) ao contar pras outras pessoas como ficou mais humilde desde a última viagem. Se não conseguir, putz, acho que alguém precisa viajar novamente.

Como Ter Uma DISCIPLINA INABALÁVEL - Efeito BUKOWSKI

Frase - Elizabeth Kubler-Ross

As pessoas são como vitrais coloridos: cintilam e brilham quando o sol está do lado de fora, mas quando a escuridão chega, sua verdadeira beleza é revelada apenas se existir luz no interior.

Frase - Bertolt Brecht

Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Coração oprimido - Paulinho da viola

Já não tenho a mesma alegria
já não canto meu samba
como antigamente
está faltando algo mais
que me fazia feliz
que eu tento esquecer
não sei se é minha mocidade
ou é saudade de você

Hoje sem esperança
Com você na lembrança
me fogem as rimas
quero cantar e me falta alegria
meu verso já não faz sentido
não tenho mais inspiração
sinto o coração tão oprimido
que até já encostei meu violão

Frase - Alessandro Brito

Deus é o amor que se tem de dentro pra fora.

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