"Uma coisa eu aprendi pelas estradas por onde eu andei, e que eu sei que vou levar para estradas por onde eu vou andar. Eu aprendi que é fundamental que eu tenha respeito pela minha pessoa, pra que eu possa evidentemente passar esse respeito para outras pessoas. Porque não há uma coisa "mais maior de grande" do que a pessoa e porque somente juntos, somente unidos, é que nos vamos conseguir uma coisa bem maior chamada a nossa liberdade"
(Gonzaguinha em 1984 show com Gonzagão )
Minha lira tem um jeito de quem está perdido em um caminho sem volta, não há paredes, não há estradas, não há luz nem referentes, há apenas passos desvairados que me conduzem querendo voltar...
sábado, 15 de junho de 2013
Liberdade - Alessandro Brito
E você que de nós desacreditou
Que pensou que não tinhamos poder
Repare que a nossa luta
Apenas começou
Marcharemos hoje e amanhã
Marcharemos por todo ano, por toda vida
Se for essa nossa única saída
Tomaremos as ruas da cidade
Tomaremos as praças públicas
Tomaremos de volta nossa dignindade
Nossa liberdade banida
O filho teu não foge a luta
Somos um povo que trabalha
Que sustenta essa nação
Somos mais que futebol
Carnaval, televisão...
A união é nossa arma
E unidos agora estamos
Lutando pela liberdade
Seguiremos caminhando.
Carnaval, televisão...
A união é nossa arma
E unidos agora estamos
Lutando pela liberdade
Seguiremos caminhando.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Juntos somos a força bruta - Alessandro Brito
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Como é que faz meu irmão?
Olhar pro lado e ver outro irmão
Dizendo que nem se importa com a situação
É sinal que pra ele a vida vai bem
E por certo tem outra opção
Sofá, cama e televisão!
Mas e a gente irmão?
Que foge da alienação
Sofrendo uma mascarada repressão
Deixemos de ser só platéia
É hora de uma guerra moral
Unindo nossas forças num mesmo ideal
Afinal, juntos somos a força bruta
Eu e você e quem sabe mais um milhão
Mudaremos o curso da nossa nação
Hoje mais um óbito no hospital
Por negligência de um fulano Dr.
Que não se importa com a nossa dor
Tem também aquele senhor
Que vaga pela madrugada
Buscando sua dignidade que foi violentada
Crianças que não tem família
Que há muito foram abandonadas
Chorando a "sorte" que foi condenada
Por nós lutaremos
Mas é por eles que brigamos
A justiça tem que valer pra todos os seres humanos
Afinal, juntos somos a força bruta
Eu e você e quem sabe mais um milhão
Mudaremos o curso da nossa nação
|
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Fotografia - Alessandro Brito
As fotos do meu perfil (as mais trabalhadas dessa rede social) são de fato as mais toscas. Mas não é para chamar a atenção, longe disso, essas fotos sou eu quase que "in natura" não gosto de registar o que não é meu, nem o que não sou eu. (Foi aí onde me identifiquei com o texto "Recordação" do colunista Antonio Prata - Folha de S. Paulo).
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/112455-recordacao.shtml
As pessoas não entendem muito bem o porque de eu tirar tantas fotos "toscas"...
Se elas entendessem que vislumbro lá na frente, quando os anos passarem... Me entenderiam e certamente iniciaria-se uma competição de quem tira mais foto "tosca".
Acho que tenho essa visão justamente por não ter fotos de minha infância.
Fotos jogando futebol no campo (que não existe mais) ou correndo nas ruas de terra (que hoje estão asfaltadas) putz, descendo de rolimã aquela puta ladeira de "Beverllyders"...
Eu matei muitas e muitas aulas para ir no Seu Toninho (falecido) jogar fliperama (Street Figther I, Final Figther, Mortal Kombat I, Dinossauro Cadilac e claro Campeonato brasilerio) depois assumido por sua esposa Dona Cida, eu passei dias dentro daquele lugar, e não tenho uma foto se quer. Alguns dos que por lá jogavam, partiram prematuramente, tenho vagas lembranças deles...
Fico realmente chateado por não ter foto da Joguinha (Axis 90 Yamaha o ano era 1994) formou-se um grupinho que acreditem, gastava 2 tanques de gasolina num sab, época em que a gasolina custava R$0,80 centavos, percorríamos todos os bairros de SBC, Acordei diversas vezes as 4:30 para ir até parque Espacial ver o sol nascer, era incrível! Não tenho uma foto se quer dessas pessoas, muito embora ainda tenha contato com muitas delas.
Dos velhos amigos do meu pai que já se foram também não tenho fotos... Eles são lendários pra mim.
Eram a minha Liga da justiça, em sua maioria nordestinos cheios de histórias para contar, eu realmente pirava na batatinha com eles. Fosse no bar na mesa de sinuca, fosse nos cassinos clandestinos madrugada a fora, tinha o "DIM" o "Zé Preto" (que ouvia Amado batista 24 hs) meu padrinho "Bigode" o "TÉTÉ" o Zé Luiz" nem queiram saber quem eram estes rs.
Estes apesar dos anos ainda estão bem vivos na minha memória.
Ai ai ai e as roupas que usava? Quase um surfista, sem prancha nem mar. Ok tudo bem, também passou, nem tudo é pra lamentar. rs
E os cortes de cabelo? O Isaac (falecido) dizia: "Qué talco ou qué que muí?", o danado ainda batia um fut, também não tenho fotos...
Não sinto saudades do barraco de madeira que morei por muitos anos (onde fui feliz pra caraleoooooooo)... Mas trago como uma doce recordação de que tudo na vida passa.
Não tenho fotos com meus tios, nem avós, nem os parceiros que me acompanham até hoje, ao menos daquela época não.
Não tenho fotos da escola...
"E.E.P.S.G. Jornalista Vladimir Herzog
Hoje o dia está ensolarado"
Poxa, nos plantamos um jardim na frente de toda a escola... Caraca, nem uma fotinho desses dias... Professor Orlando, nem uma fotinho também, ele nos ensinou a fazer conta no ábaco, cala bocaaaaaaaaa, mestre dos mestres!!!!!!!
Foram 11 anos na mesma escola (1 serie ao 3 ano do colegial, e era essa a nomenclatura da época rs, e nada de fotos...
Enfim... hoje tenho fotos, em todos os lugares, com todos os cortes (e barbas) com todos amigos, no luxo e no lixo, mas se as registros é porque elas são "eu". rs
Como diria Fernando (habbs ou Guedaro, o terror das garçonetes):
"Foto é um pedacinho da eternidade"...
Segue o texto que me fez refletir por uns instantes a respeito das fotos que eu não tirei.
Recordação
'Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?'
"Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado", ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: "Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado".
Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: "Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás... Fazer o que, né? Se Deus quis assim...".
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um "Sinto muito". "Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela." "Cê não tem nenhuma?" "Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?" "Isso."
"Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar." "E aí?!" "Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: Entra'. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação'."
Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. "Olha a data aí no cantinho, embaixo." "1º de junho de 1988?" "Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?"
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/112455-recordacao.shtml
As pessoas não entendem muito bem o porque de eu tirar tantas fotos "toscas"...
Se elas entendessem que vislumbro lá na frente, quando os anos passarem... Me entenderiam e certamente iniciaria-se uma competição de quem tira mais foto "tosca".
Acho que tenho essa visão justamente por não ter fotos de minha infância.
Fotos jogando futebol no campo (que não existe mais) ou correndo nas ruas de terra (que hoje estão asfaltadas) putz, descendo de rolimã aquela puta ladeira de "Beverllyders"...
Eu matei muitas e muitas aulas para ir no Seu Toninho (falecido) jogar fliperama (Street Figther I, Final Figther, Mortal Kombat I, Dinossauro Cadilac e claro Campeonato brasilerio) depois assumido por sua esposa Dona Cida, eu passei dias dentro daquele lugar, e não tenho uma foto se quer. Alguns dos que por lá jogavam, partiram prematuramente, tenho vagas lembranças deles...
Fico realmente chateado por não ter foto da Joguinha (Axis 90 Yamaha o ano era 1994) formou-se um grupinho que acreditem, gastava 2 tanques de gasolina num sab, época em que a gasolina custava R$0,80 centavos, percorríamos todos os bairros de SBC, Acordei diversas vezes as 4:30 para ir até parque Espacial ver o sol nascer, era incrível! Não tenho uma foto se quer dessas pessoas, muito embora ainda tenha contato com muitas delas.
Dos velhos amigos do meu pai que já se foram também não tenho fotos... Eles são lendários pra mim.
Eram a minha Liga da justiça, em sua maioria nordestinos cheios de histórias para contar, eu realmente pirava na batatinha com eles. Fosse no bar na mesa de sinuca, fosse nos cassinos clandestinos madrugada a fora, tinha o "DIM" o "Zé Preto" (que ouvia Amado batista 24 hs) meu padrinho "Bigode" o "TÉTÉ" o Zé Luiz" nem queiram saber quem eram estes rs.
Estes apesar dos anos ainda estão bem vivos na minha memória.
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| Eu mesmo, de molets, óculos e muita elegância! ui |
E os cortes de cabelo? O Isaac (falecido) dizia: "Qué talco ou qué que muí?", o danado ainda batia um fut, também não tenho fotos...
Não sinto saudades do barraco de madeira que morei por muitos anos (onde fui feliz pra caraleoooooooo)... Mas trago como uma doce recordação de que tudo na vida passa.
Não tenho fotos com meus tios, nem avós, nem os parceiros que me acompanham até hoje, ao menos daquela época não.
Não tenho fotos da escola...
"E.E.P.S.G. Jornalista Vladimir Herzog
Hoje o dia está ensolarado"
Poxa, nos plantamos um jardim na frente de toda a escola... Caraca, nem uma fotinho desses dias... Professor Orlando, nem uma fotinho também, ele nos ensinou a fazer conta no ábaco, cala bocaaaaaaaaa, mestre dos mestres!!!!!!!
Foram 11 anos na mesma escola (1 serie ao 3 ano do colegial, e era essa a nomenclatura da época rs, e nada de fotos...
Enfim... hoje tenho fotos, em todos os lugares, com todos os cortes (e barbas) com todos amigos, no luxo e no lixo, mas se as registros é porque elas são "eu". rs
Como diria Fernando (habbs ou Guedaro, o terror das garçonetes):
"Foto é um pedacinho da eternidade"...
Segue o texto que me fez refletir por uns instantes a respeito das fotos que eu não tirei.
Recordação
'Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?'
"Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado", ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: "Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado".
Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: "Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás... Fazer o que, né? Se Deus quis assim...".
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um "Sinto muito". "Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela." "Cê não tem nenhuma?" "Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?" "Isso."
"Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar." "E aí?!" "Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: Entra'. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação'."
Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. "Olha a data aí no cantinho, embaixo." "1º de junho de 1988?" "Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?"
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Todo amor me destrói - Autor desconhecido
Todo amor me destrói
Todo amor é espetacular. Atropela-se e se atropela tudo. Tudo. Todos.
Todo amor peca por excesso, mas não há o que fazer se é um sentimento que é em si e por si mesmo inteiro, completo, absoluto. Não deveria existir. Ele exige demais de quem ousa advogar em seu nome. De quem ousa tocá-lo.
Todo amor se julga perfeito. É feito um deus, pois que nunca se o viu, mas desperta sentimentos, desejos, culpas, dita regras, estabelece princípios, filosofa. Mas tal qual um deus, o amor nunca disse nada. Fala por seus agentes. Por seus ditos detentores. Fala por nossas bocas humanas, imperfeitas. Agente poderoso, é usado como justificativa para desatinos, para loucuras, para o que seu possuído necessitar. Assim o é.
Tanta entrega. Tanta alma. Tanto calor. Tanta paixão. Tanta posse. Mas a verdade perturbadora, imutável, é que não temos, nunca tivemos nem nunca teremos ninguém; como ninguém nos terá, mesmo que cuspamos essa mentira, na forma mais sincera. Mesmo que acreditemos.
Estar é o único caminho entre ter e ser. Essa angústia maldita que nos acompanha: não temos, nem somos nada. E só estando o amor poderá sobreviver. Estar apaixonado é um estado único, onde o amor se torna um elo invisível que une corpos e histórias. Isso é real. Isso é único. O resto é barbárie humana para atender necessidades outras, fulas, nulas, insignificantes; para nos satisfazer egolatrias. Precisamos ser. Precisamos ter. E nada disso existe de fato. E isso, sim, nos mata mais do que a própria expectativa da morte.
Estou vivo. Sou um ser. Sou verbo. Estar é a única resposta. É a única perene. Que se movimenta. Que não se solidifica ou envelhece. Estar é um momento único no tempo e se renova a cada pensamento.
Que assim, o amor aceite a falência das baixas necessidades humanas que deterioram, deturpam e corroem o outro. Que possamos aprender a amar em si e estar o amor a cada segundo, em sua plenitude. Pelo outro; não sobre o outro; não ter o outro; não pela presença do outro, mas por sua existência.
Talvez o amor que está, que não tem, que não é simplesmente não exista. Mas depois de descobrir sua possibilidade, sua forma, essa ideia rica, a busca se torna imperativa, imprescindível, necessária.
Fora esse conceito, fora essa imagem, todo amor me destrói.
Fonte: umapalavra.com.br
Fonte: umapalavra.com.br
sexta-feira, 31 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Namore uma garota que viaja - blog Solitary Wanderer
Esse texto foi originalmente publicado no blog Solitary Wanderer e traduzido para português, é uma grande reflexão da importância de namorar uma pessoa que curta viajar! Vale a pena a leitura!
Namore uma garota que viaja! Uma garota que prefira gastar seu dinheiro numa viagem no final de semana, uma viagem bate-e-volta que seja a torrar numa promoção do shopping. Ela anda com calçados confortáveis, pois nunca sabe qual distância ela irá andar aquele dia, afinal, ela não reconhece as distâncias como barreiras na vida.
Ela estará na rodoviária com um mochilão no próximo final de semana, ou em shows de bandas que você nunca ouviu falar “porque conheci eles a um ano atrás, viajando”.
Ela carrega na bolsa lembranças de vários lugares diferentes, e sempre tem um lanchinho ou uma garrafa d’agua dentro dela, pois vai que ela não volta pra casa naquele dia? É marcada em mil fotos diferentes, de pessoas que moram bem longe dela, coleciona presentinhos que ganhou dos amigos que conheceu pela estrada, tem planos para viajar pelos próximos 5 anos para rever todos que teve que deixar pelo caminho. Encontra pessoas no meio da rua em um lugar bem longe onde jamais você conheceria alguém, e você verá que do outro lado do mundo tem alguém que a olha com o mesmo sorriso bobo que você faz quando a vê.
Ela não será a pessoa mais bem vestida por aí, porém a pele queimada de sol e o corpo com os músculos naturalmente desenhados de tantos dias nas montanhas combinadas com brincos sulamericanos, uma mochila da espanha e sapatos da ásia farão uma combinação de estilo tão único, tão vibrante, que você já saberá alguma coisa sobre ela antes mesmo de perguntar seu nome. Não jogue com ela, não diga que ela é linda, pergunte de onde vem essa camiseta que ela veste, escute-a, veja a simplicidade da resposta e não se preocupe: você viajará com os “causos” delas antes mesmo que perceba isso.
Ela lê livros de viagens, escuta eddie vedder na estrada, sabe nome de lugares maravilhosos os quais você nunca havia ouvido falar antes. Fala com uma paixão sobre os lugares que é impossível não ter vontade de pedir demissão amanhã do trabalho, colocar a mochila nas costas e ela do lado. Muitas vezes vai te surpreender resolvendo coisas de um jeito totalmente novo, dizendo quando vir sua cara de espanto “é que uma vez quando eu estava viajando, aconteceu algo assim e…”. Ela vai querer te levar em todos os lugares em que esteve sozinha, e pensou como seria bom se estivesse acompanhada, vai fazer uma lista com você de “coisas para se viver esse ano”, vai completar com toda certeza, vai trazer cenários de filmes para sua vida, vai te fazer acreditar passar a noite num saco de dormir com o céu estrelado te faz sentir muito mais especial que qualquer quarto de hotel estrelado.
Namore uma garota que viaja porque ela ama a vida. Ela não tem tempo para picuinhas, sabe que a vida voa, e que é melhor amarmos agora, na maior da intensidades, porque nunca se sabe que curso a vida tomará amanhã. Você pode ir embora, se apaixonar por outro lugar, por outra vida, que não a inclua. Ela pode reclamar, mas sabe bem que isso acontece. Vai vibrar com suas conquistas que te levem pra longe dela, pois sabe o prazer que o desconhecido causa, e sabe também que as distâncias jamais levam as pessoas que amamos de verdade de nós, pelo contrário, as fixam que nem tatuagem. Não tem muitas coisas materiais, sabe que roupas desnecessárias na mala significam um problema de coluna por peso, passa dias e dias apenas com algumas peças, e continua linda de se ver: ela se veste dela mesmo, e não há como bater isso.
Não siga padrões com ela. Não faça nada que envolva muito dinheiro com ela. Escolha o caminho mais bonito da cidade para atravessar a cidade do trabalho dela até a sua casa, ou até o restaurante de comida peruâana mais próximo, preste atenção nos comentários que ela fizer sobre as coisas no caminho. Uma garota que viaja tem um olhar aguçado de uma criança, vai te fazer reparar numa planta florida, num grafiti fantástico que você nunca reparou, num anúncio colado no ponto de ônibus de um show interessante, vai definir os lugares pelos cheiros agradáveis no ar: “roma tem cheiro de pizza, que nem esse cheiro agora”. Tudo coisas que de dentro de um carro importado com o ar condicionado ligado, não aconteceria.
Você viverá o momento presente como nunca. Ela te chamará atenção para tudo que está a sua volta, e não na briga que tiveram ontem. Ela vai ser a trilha sonora da tua vida.
A garota que viaja sabe te ouvir. Já ouviu muita gente do mundo inteiro, e o que alegrava os dias mochileiros dela era justamente se inserir nas histórias de tão longe. Ela repara o que ninguém repara no que você fala, só você havia prestado atenção nisso. Ela te ajuda sem esperar o retorno imediato, sabe como é essa vida, já foi ajudada inúmeras vezes na estrada sem que a pessoa pedisse um tostão de volta, e voltou para casa certa de fazer tudo diferente, pois sabe o quanto isso pode significar na vida da outra pessoa. Ela não liga para coisas pequenas como datas e presentes, ela liga para o quanto você andou para encontrá-la, o que você prestou atenção das coisas que ela te disse para mandar uma mensagem no celular dizendo “tá tocando aquela música que você disse ser a música de Cuzco. Saudades!” e provavelmente a resposta será: “Escutaremos ela de novo, lá”.
De repente, sua vida tomará um ritmo acelerado, cheio de novidades. Porém não descuide: traga novidades para a vida dela também, mantenha a curiosidade dela sempre acesa. É indispensável que fique na sua cabeça que estamos falando de uma menina apaixonada pela vida. Logo, não corte suas asas. Ela vai, caso você não possa ir. Ela volta, porque você é o motivo para ela se lembrar do caminho de volta. Acompanhe-a sempre que puder, e não espere para propor qualquer programa para ela, por mais louco que julgue ser. Ela vai sorrir e bolar várias coisas a mais para complementar o plano de vocês, e vai se encantar com sua energia. Ela sabe se encantar pelas coisas boas da vida, seja uma delas! Então juro: não há o menor risco de se arrepender.
Casamento é algo que assusta a maioria das garotas viajantes, mas no fundo é o que mais elas querem: alguém que elas possam rir tomando “uns bons drinks” relembrando as histórias de 1, 2, 8 anos atrás, alguém que tope uma casinha simples num lugar paradisíaco, e mesmo que você não faça a linha radical, que tire as fotos do rafting que ela estava louca para fazer, e a ajude a contar depois para os outros como foi a loucura, com a mesma empolgação. É, você vai se empolgar. Ela vai te propor um casamento numa montanha, com o Sol nascendo, ou na fazenda de um dos seus amigos, só com aquelas 50 pessoas que com toda certeza irão. Seja lá o que for, vai ser incomum, impensado como ela é, impensável, imprevisível. E a lua de mel, não espere menos que um mochilão! Menos dinheiro em cada lugar, mais lugares no itinerário, vários passeios e comidas curiosas encontradas pelo caminho que não são oferecidas pelas agências de viagens. Aliás, agência o que?
A menina que viaja não tem medo da idade, não tem medo das responsabilidades, das obrigações: ela já viu inúmeras soluções para cada caso por aí, já tem tudo montado na cabeça. A família de vocês vai ter um conhecimento de mundo incrível. Seus filhos vao saber o valos de cada refeição que tem, de cada teto que dormem, de cada monumento histórico que encontram na frente. Ela vai os ensinar respeitar e amar incondicionalmente a natureza, e ter uma habilidade incrível de se enturmar com qualquer tipo de pessoa do mundo. Serão pessoas bem queridas onde quer que vão, se depender de vocês. Ah, e não se esqueça do cachorro(s).
Pense nela aos 60: mesmo sorriso, mesmas andanças. O que te atrair nela, provavelmente será pra sempre, invariável com o tempo. uma pessoa acumulou uma qualidade de experiências notória, e que a cada dia que passa se divertiu com menos, se aborreceu com quase nada. Já terá vivido tanta coisa por aí que será a atração dos netos de todas as idades, explicando o significado do quadro maya estranho na parede, e fazendo a dança indiana no casamento de um deles. Esse tipo de alegria nunca se apaga, só se prolonga, e se espalha a quem a cerca.
Namore uma menina que viaja. Se ela te escolher, acredite: já passou tanta gente pela vida dela, de longe, de perto, pouco tempo, muito tempo, e se ela te escolheu é porque ela realmente GOSTA de você. Sem inseguranças ou interesses, ela gosta de você e pronto. Deixe-a te carregar pela mão, durma no colo dela nas rodoviárias, delicie seu miojo de acampamento. Deixe o mundo ser apresentado a você, caso ainda não tenha sido, e veja como alguém pode, definitivamente, ser a chave da sua alegria.
Namore uma garota que viaja! Uma garota que prefira gastar seu dinheiro numa viagem no final de semana, uma viagem bate-e-volta que seja a torrar numa promoção do shopping. Ela anda com calçados confortáveis, pois nunca sabe qual distância ela irá andar aquele dia, afinal, ela não reconhece as distâncias como barreiras na vida.
Ela estará na rodoviária com um mochilão no próximo final de semana, ou em shows de bandas que você nunca ouviu falar “porque conheci eles a um ano atrás, viajando”.
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| Foto: arquivo pessoal |
Ela não será a pessoa mais bem vestida por aí, porém a pele queimada de sol e o corpo com os músculos naturalmente desenhados de tantos dias nas montanhas combinadas com brincos sulamericanos, uma mochila da espanha e sapatos da ásia farão uma combinação de estilo tão único, tão vibrante, que você já saberá alguma coisa sobre ela antes mesmo de perguntar seu nome. Não jogue com ela, não diga que ela é linda, pergunte de onde vem essa camiseta que ela veste, escute-a, veja a simplicidade da resposta e não se preocupe: você viajará com os “causos” delas antes mesmo que perceba isso.
Ela lê livros de viagens, escuta eddie vedder na estrada, sabe nome de lugares maravilhosos os quais você nunca havia ouvido falar antes. Fala com uma paixão sobre os lugares que é impossível não ter vontade de pedir demissão amanhã do trabalho, colocar a mochila nas costas e ela do lado. Muitas vezes vai te surpreender resolvendo coisas de um jeito totalmente novo, dizendo quando vir sua cara de espanto “é que uma vez quando eu estava viajando, aconteceu algo assim e…”. Ela vai querer te levar em todos os lugares em que esteve sozinha, e pensou como seria bom se estivesse acompanhada, vai fazer uma lista com você de “coisas para se viver esse ano”, vai completar com toda certeza, vai trazer cenários de filmes para sua vida, vai te fazer acreditar passar a noite num saco de dormir com o céu estrelado te faz sentir muito mais especial que qualquer quarto de hotel estrelado.
| Foto: arquivo pessoal |
Não siga padrões com ela. Não faça nada que envolva muito dinheiro com ela. Escolha o caminho mais bonito da cidade para atravessar a cidade do trabalho dela até a sua casa, ou até o restaurante de comida peruâana mais próximo, preste atenção nos comentários que ela fizer sobre as coisas no caminho. Uma garota que viaja tem um olhar aguçado de uma criança, vai te fazer reparar numa planta florida, num grafiti fantástico que você nunca reparou, num anúncio colado no ponto de ônibus de um show interessante, vai definir os lugares pelos cheiros agradáveis no ar: “roma tem cheiro de pizza, que nem esse cheiro agora”. Tudo coisas que de dentro de um carro importado com o ar condicionado ligado, não aconteceria.
Você viverá o momento presente como nunca. Ela te chamará atenção para tudo que está a sua volta, e não na briga que tiveram ontem. Ela vai ser a trilha sonora da tua vida.
A garota que viaja sabe te ouvir. Já ouviu muita gente do mundo inteiro, e o que alegrava os dias mochileiros dela era justamente se inserir nas histórias de tão longe. Ela repara o que ninguém repara no que você fala, só você havia prestado atenção nisso. Ela te ajuda sem esperar o retorno imediato, sabe como é essa vida, já foi ajudada inúmeras vezes na estrada sem que a pessoa pedisse um tostão de volta, e voltou para casa certa de fazer tudo diferente, pois sabe o quanto isso pode significar na vida da outra pessoa. Ela não liga para coisas pequenas como datas e presentes, ela liga para o quanto você andou para encontrá-la, o que você prestou atenção das coisas que ela te disse para mandar uma mensagem no celular dizendo “tá tocando aquela música que você disse ser a música de Cuzco. Saudades!” e provavelmente a resposta será: “Escutaremos ela de novo, lá”.
| Foto: arquivo pessoal |
Casamento é algo que assusta a maioria das garotas viajantes, mas no fundo é o que mais elas querem: alguém que elas possam rir tomando “uns bons drinks” relembrando as histórias de 1, 2, 8 anos atrás, alguém que tope uma casinha simples num lugar paradisíaco, e mesmo que você não faça a linha radical, que tire as fotos do rafting que ela estava louca para fazer, e a ajude a contar depois para os outros como foi a loucura, com a mesma empolgação. É, você vai se empolgar. Ela vai te propor um casamento numa montanha, com o Sol nascendo, ou na fazenda de um dos seus amigos, só com aquelas 50 pessoas que com toda certeza irão. Seja lá o que for, vai ser incomum, impensado como ela é, impensável, imprevisível. E a lua de mel, não espere menos que um mochilão! Menos dinheiro em cada lugar, mais lugares no itinerário, vários passeios e comidas curiosas encontradas pelo caminho que não são oferecidas pelas agências de viagens. Aliás, agência o que?
![]() |
| Foto: arquivo pessoal |
Pense nela aos 60: mesmo sorriso, mesmas andanças. O que te atrair nela, provavelmente será pra sempre, invariável com o tempo. uma pessoa acumulou uma qualidade de experiências notória, e que a cada dia que passa se divertiu com menos, se aborreceu com quase nada. Já terá vivido tanta coisa por aí que será a atração dos netos de todas as idades, explicando o significado do quadro maya estranho na parede, e fazendo a dança indiana no casamento de um deles. Esse tipo de alegria nunca se apaga, só se prolonga, e se espalha a quem a cerca.
| Foto: arquivo pessoal |
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Huberto Rohden - do livro De Alma para Alma
Receias a morte tal qual negro fantasma?
Porque hesitaria a fruta madura em desprender-se da haste?
Porque se despenderia com dor o que amadureceu com amor?
Não te prepares para desapegar-te da árvore...
Vive como deves, e será espontâneo e natural o teu desapego...
Não morras antes de viver, não faças o segundo antes do primeiro!
Não faças a causa depender do efeito!
Não penses no sono noturno, antes de entregar-te aos labores diurnos!
Não chores ao acaso, antes do sorriso da aurora!
Enche de grandes tesouros a barquinha da tua vida, e entra contente nas águas do porto!
Semeia mãos cheias de áureos cereais, e recolhe farta messe de fruto maduro!
Carrega de flores a primavera da vida, para que de frutos te carregue o outono da morte!
Prepara-te para a morte, enriquecendo tua vida!
A morte não faz o que a vida não fez, colhe-te como és.
A morte não retoca tua alma, revela apenas o que a vida fotografou.
Sombras e luzes, boas e más perspectivas,...
Revela ás claras o que ás escuras diziam imagens latentes...
Eternamente serás o que em tempo a vida te fez...
Prepara-te, pois, para a vida, e a morte dirá o que foi tua vida...
Fazes da vida uma sementeira do bem, e será a morte uma colheita de felicidade...
Liberta o espiríto das algemas do ego, e a morte te levará ao seio de Deus.
A vida eterna...
Ao amor imortal...
segunda-feira, 20 de maio de 2013
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