sábado, 14 de abril de 2012

Baila - Alessandro Brito

Essa noite a mim não pertence
Não importa em que braços adormeça
A festa é uma alegria que finda

As trovas estarão a vagar
Sopradas pelo vento
Tocarão outros corações

A vida, esta dança sem rítmica
Que foge ao compasso
Quando o coração descompassa

Bailam os sentimentos
Bailam as razões
Baila a vida

Restando apenas as canções
Que imortalizam
As dores da solidão




Uma das mulheres da minha vida

Certamente, a pouquíssimo tempo não publicaria algo tão... "forte"... Afinal, conveniência sempre vem em primeiro lugar... Mas, depois de conhecer Charles Bukowski, tudo mudou e o que já era claro, ficou mais nítido ainda, ao menos pra mim, e isso me basta!

Esse é resumo de quem "eu sou", sob a ótica de uma das mulheres que mais amo na vida, e que eu sou fã!
Ela é quase indescritível... um serzinho monstruoso, talvez por isso que diga que somos imagem um do outro, hahaha!

P.S.: Equívocos, puta que pariu, acho que nenhum... vai se conhecer assim lá na casa do caraleo mewwww!!! rs


Difícil falar da minha versão masculina, principalmente quando ainda não a conheço (me conheço???) direito...rs...
Com a licença de alguns equívocos, vamos lá...
Um homem que se reconhece humano... No mais profundo sentido da palavra humano”... Percebe que tem sentimento...e se permite “sentir”...
Um homem que chora... ri... sofre... que se alegra... um homem que ama...e grita nas esquinas,  nos botecos, que ama sim, e daí?
 Daquele “ser” que geralmente exagera...”exageraaaaaaado, jogado aos seus pés...” ; )
 Do tipo que coloca numa lágrima, a proporção dos sentimentos de uma guerra...e que nessa hora tem vontade de alterar os planos...desistir...mudar de rumo...
Só que enquanto se permite amar o próximo (“próxima”...rs...) às vezes esquece do amor-próprio...o amor essencial! E-S-S-E-N-C-I-A-L...
Esquece do essencial, imagina então das coisas práticas?!? Trabalho, dinheiro, conquistas profissionais, estudo???  “Pra que? O mundo é o amor...e o amor basta”... (ledo engano...porquê o amor maduro precisa de mais...)
Um cara que algumas vezes sai lindo, cheiroso, cabelo ajeitado... outras vezes vai encontrar “a próxima”, com um colete cinza cara de “era do meu avô” por cima de uma camisa, barba por fazer, ombros caídos, sem perfume, cabelo desajeitado... “Opa! E daí? Tem que me amar do jeito que eu sou”... (*Concordo...e você, meu caro? Se ama? Mesmo??? Hum...tenho minhas dúvidas...)
Do tipo: Puta amigo! Na hora que ele quer...rs...(talvez este seja um equívoco...rs...veremos nos próximos capítulos...rs)...Mas ainda assim, é sim um bom amigo...daqueles que dizem EU TE AMO para um amigo-irmão...daqueles que abrem os braços para uma nova amizade (obrigada...rs) com a mesma força que abrem os mesmos braços para uma amizade de anos...
E é também um cara homem, homem mesmo sabe? CANALHAAAAA...rs...que apesar de amar, de sentir, de chorar, é canalha sim...rs...canalha no sentido que eu entendo dessa palavra, esquece o dicionário... “meu canalha: conquistador, dono de palavras certeiras para ganhar a boca da pobre donzela...rs...capaz de abrir mão da “sinceridade” que tanto preza por um caso de amor...por uma boa transa...capaz de cercar uma donzela por todos os lados, utilizando a própria fragilidade que ela deixou escapar num papo com o “romântico” rapaz...capaz de utilizar sua capacidade de filosofar e sua grande competência para escrever, para atacar a donzela quando ela escolher o caminho mais curto para a casa da vovó...rs...muuuuitas vezes lobo mau...rs...Capaz de “quase” acreditar nas “próprias mentiras” (mentirinhas leves...rs) tamanha a inteligência para argumentar...rs...Mas também capaz de tremer frente uma donzela tão canalha quanto ele...  ;  )  ou não? Será que ele é tão canalha quanto acredita que seja???  ; )
Por tudo isso aí que é tão HUMANO...porquê tem dentro de si um pouco de bem e um pouco de mal...a proporção pode variar... rs...
E por ser tão humano, é tão APAIXONANTE...(isso não é uma cantada, porra! rs...) E sempre será, ENQUANTO souber fazer a coisa mais simples e mais encantadora de que um ser HUMANO é capaz: rir de si mesmo!
Esse aí é ele...ou sou eu também? Rs...não sei...sei que devo confessar: tenho medo de nós! Rs...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Este é o prólogo - Frederico Garcia Lorca

Deixaria neste livro
toda a minha alma.
este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que pena dos livros
que nos enchem as mãos
de rosas e de estrelas
e lentamente passam !
Que tristeza tão funda
é olhar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta !
Ver passar os espectros
de vida que se apagam,
ver o homem desnudo
em Pégaso sem asas,
ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se olham e se abraçam.
Um livro de poesias
é o outono morto:
os versos são as folhas
negras em terras brancas,
e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes incute nos peitos
- entranháveis distâncias.
O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchas
de chorar o que ama.
O poeta é o médium
da Natureza
que explica sua grandeza
por meio de palavras.
O poeta compreende
todo o incompreensível
e as coisas que se odeiam,
ele, amigas as chamas.

What's Up! / 4 Non Blondes


Nossa... quanto tempo...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Até mais ver - Trio Forrozão

Se eu morasse aqui pertinho negaTodo dia eu vinha te verE trazia um par de cheiro negaPra derramar em vocêBota o teu vestido longo negaVenha antes de choverBota o teu vestido novo nega, se tirar me dar prazerE quando chego no riachoVou metendo a mão por baixo e arrancando o girassolCanto sempre um belo xote, dou um cheiro no cangotePor baixo do lençolJá se foi a Lua cheia já é meia noite e meiaAté logo, até mais verSe eu morasse aqui pertinho negaTodo dia eu vinha te ver

domingo, 8 de abril de 2012

Frase - Muro


Rosa Desfolhada - Alessandro Brito



Fui como uma rosa desfolhada, pelo vento açoitada
Voei sem destino, ingênuo... peregrino
Levado pelo tempo, cansado desse mundo
Sem ter se quer um norte, um rumo
Aflito, à espera de um dia findar meu caminho
Vi parti tudo que mais amo
Marcando minh´alma, o desengano
A felicidade fulgaz
Nem se quer me avisou
Que estava a partir
Vim desfalecendo a cada dia
Em meio aos desenganos, em prantos
Procurei sucumbir a minha dor...
Eu sabia que um dia encontraria, a inspiração
E na pureza de tua alegria, renasci trovador

Marcadores