Minha lira tem um jeito de quem está perdido em um caminho sem volta, não há paredes, não há estradas, não há luz nem referentes, há apenas passos desvairados que me conduzem querendo voltar...
sábado, 10 de novembro de 2018
Aprendi a não bater de frente - Marcel Camargo
Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem.
Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, descontextualizando-as e utilizando-as em proveito próprio, enquanto nos coloca como o vilão da história. A gente acaba até ficando sem saber se nós é que não soubemos nos colocar ou se o outro é que não sabe interpretar um texto.
Infelizmente, quanto mais tentarmos provar o nosso ponto de vista, quanto mais nos explicarmos, pior ficaremos, porque quem não entende da primeira vez raramente compreenderá dali em diante.
Quem se faz de bobo e de vítima jamais será capaz de assumir seus erros, de se responsabilizar por seus atos, de se colocar no lugar de alguém.
Tentar fazê-los enxergar além de seu umbigo é inútil.
Na verdade, teremos que sempre ser verdadeiros e claros, com todo mundo, pois, assim, quem nos conhece de fato e gosta de nós não se abalará com as maledicências que alguém tentar espalhar sobre nossa pessoa. Temos que ter a tranquilidade de que vivemos de acordo com o que somos, sem dissimulações e meias verdades, para que a mentira alheia não nos atinja nunca, tampouco possa ser levada em conta por quem nos é importante.
Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia, quando maldiziam minhas atitudes. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é por demais precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem.
Hoje, tenho a certeza de que muitas pessoas só entenderão aquilo que quiserem e da maneira que melhor lhes convier.
Não importa o que eu diga ou o que eu faça, muitas pessoas somente interpretarão minha vida de acordo com o nível de percepção delas mesmas, para que possam se justificar através dos erros que transferem ao mundo – segundo elas mesmas, elas nunca erram.
Não tenho muito tempo livre, portanto, não gastarei mais energia com quem não merece. Vivamos!
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Eleições 2018 - Alessandro Brito
É de suma importância debater a política, quem não o faz é governado por quem faz. Temos um cenário político caótico, mas, um cenário de relações humanas mais caotico ainda. As pessoas tem se revelado de fato extremistas não pela posição política mas, pela falta de respeito a opinião alheia e principalmente contrária. A pessoas estão a flor da pele, e muitas vezes fora do limiar (emocional) aliada a falta de argumento e o ego ferido quando apontada as falhas (daquele candidato que estão defendendo) e simplesmente passam a ser hostis. Não estão debatendo política mas discutindo, e nesse caso não vale o desgaste.
#17 PRIMEIRO TURNO
#17 PRIMEIRO TURNO
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
sábado, 15 de setembro de 2018
Eleições 2018 - Votos brancos e nulos anulam as eleições?
Neste ano de 2018 teremos eleição para escolha do presidente da República, dos governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais (e distritais, no caso do Distrito Federal). É a chamada eleição geral.
A festa da democracia estaria garantida, se o detentor do poder (o povo) fosse convidado a participar, além da simples obrigação de votar.
A palavra democracia já ficou tão desgastada e desacreditada que hoje ninguém mais duvida que o povo só é lembrado porque a classe política precisa de seu voto para legitimar isso que chamam de representação popular nas Casas Legislativas, como as assembleias estaduais e o Congresso Nacional. O mesmo povo que tem seus parentes mortos nas filas intermináveis dos hospitais públicos, que não tem escola pública de qualidade, que não tem segurança para pegar ônibus com tranquilidade para ir ao trabalho, que sequer tem a certeza do trabalho...
Pois é. É desse povo que os políticos precisam a cada eleição. Mas só a cada 4 anos. No resto do tempo, esse povo deve simplesmente fazer o favor de não atrapalhar os planos (pessoais/particulares e não raramente imorais) de uma quantidade alarmante de maus políticos.
Que cidadania é esta?
Que simulação de democracia é esta que há tempo vivemos?
Há muito os políticos estão saindo de suas tocas, de seus esconderijos, e começaram a exercitar as velhas e surradas práticas que fazem, geralmente, a cada 4 anos, quando precisam mostrar a cara para fingir que pretendem sempre agir na defesa dos interesses do povo. Fazem discursos aparentemente desinteressados, visitam lugares e pessoas antes esquecidos, dão opinião sobre tudo e sobre todos, criticam os que chamam de maus gestores, de incompetentes. Enfim, eles têm o desinteresse e a solução para todos os males. Mas somente enquanto não se elegem. Depois, esquecem. Na verdade, lembram. Lembram-se de suas necessidades particulares, de seus interesses privados, quando não chafurdam na lama da corrupção, da imoralidade, se é que encontram espaço, porque essa lama é muito disputada!
Se estivessem mesmo agindo assim, na defesa do interesse público, o povo não teria mais tantas necessidades, que, convenhamos, são as mesmas que já existiam há tantas eleições passadas, e que, obviamente, não foram atendidas. Ao contrário, aumentaram e se tornaram mais prementes, mais graves, mais urgentes e em maior quantidade...
Fonte: https://jus.com.br/artigos/64738/eleicoes-2018-votos-brancos-e-nulos-anulam-as-eleicoes
A festa da democracia estaria garantida, se o detentor do poder (o povo) fosse convidado a participar, além da simples obrigação de votar.
A palavra democracia já ficou tão desgastada e desacreditada que hoje ninguém mais duvida que o povo só é lembrado porque a classe política precisa de seu voto para legitimar isso que chamam de representação popular nas Casas Legislativas, como as assembleias estaduais e o Congresso Nacional. O mesmo povo que tem seus parentes mortos nas filas intermináveis dos hospitais públicos, que não tem escola pública de qualidade, que não tem segurança para pegar ônibus com tranquilidade para ir ao trabalho, que sequer tem a certeza do trabalho...
Pois é. É desse povo que os políticos precisam a cada eleição. Mas só a cada 4 anos. No resto do tempo, esse povo deve simplesmente fazer o favor de não atrapalhar os planos (pessoais/particulares e não raramente imorais) de uma quantidade alarmante de maus políticos.
Que cidadania é esta?
Que simulação de democracia é esta que há tempo vivemos?
Há muito os políticos estão saindo de suas tocas, de seus esconderijos, e começaram a exercitar as velhas e surradas práticas que fazem, geralmente, a cada 4 anos, quando precisam mostrar a cara para fingir que pretendem sempre agir na defesa dos interesses do povo. Fazem discursos aparentemente desinteressados, visitam lugares e pessoas antes esquecidos, dão opinião sobre tudo e sobre todos, criticam os que chamam de maus gestores, de incompetentes. Enfim, eles têm o desinteresse e a solução para todos os males. Mas somente enquanto não se elegem. Depois, esquecem. Na verdade, lembram. Lembram-se de suas necessidades particulares, de seus interesses privados, quando não chafurdam na lama da corrupção, da imoralidade, se é que encontram espaço, porque essa lama é muito disputada!
Se estivessem mesmo agindo assim, na defesa do interesse público, o povo não teria mais tantas necessidades, que, convenhamos, são as mesmas que já existiam há tantas eleições passadas, e que, obviamente, não foram atendidas. Ao contrário, aumentaram e se tornaram mais prementes, mais graves, mais urgentes e em maior quantidade...
Fonte: https://jus.com.br/artigos/64738/eleicoes-2018-votos-brancos-e-nulos-anulam-as-eleicoes
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Eleições 2018 - Alessandro Brito
Analisando os governos da nossa recente democracia, e tudo quanto fizeram com o poder do Estado em prol do povo, O Bolsonaro está longe de ser o candidato dos sonhos, mas estou convencido que é a melhor opção entre os que estão na disputa para presidente dessa zorra.
Eu lá de São Bernardo do Campo, vizinho do estádio 1º de maio que foi palco de greves históricas, onde formaram os cartéis dos sindicatos acreditei no lulamolusco, votei a primeira vez e me ferrei. Hoje acredito no Bolsonaro. O único problema é que se ele fizer um governo digno e não roubar, eu nunca saberei se é porque ele é honesto ou se é porque não sobrou dinheiro de lugar nenhum para afanar. Veremos.
P.S.: Mensalão, Petrolão, 12 anos de PT no governo e o MST além de continuar sem terra, estão mais numerosos que nunca... Suficiente não?
Eu lá de São Bernardo do Campo, vizinho do estádio 1º de maio que foi palco de greves históricas, onde formaram os cartéis dos sindicatos acreditei no lulamolusco, votei a primeira vez e me ferrei. Hoje acredito no Bolsonaro. O único problema é que se ele fizer um governo digno e não roubar, eu nunca saberei se é porque ele é honesto ou se é porque não sobrou dinheiro de lugar nenhum para afanar. Veremos.
P.S.: Mensalão, Petrolão, 12 anos de PT no governo e o MST além de continuar sem terra, estão mais numerosos que nunca... Suficiente não?
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Planta - Alessandro Brito
Ah se tu soubesses o quanto me encantas... Daria um jeitinho, nem que fosse um minutinho, para regar esta planta que cresce, cresce, cresce... mesmo sem adubo e água. Até quando sobreviverá?
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Velhos tempos - Luiz Grande/ Romildo
No
tempo de Sinhô, Donga e Pixinguinha
Na casa da Tia Ciata, vatapá e Xinxim de Galinha
Onde os poetas faziam concentração
Madruga a fora sobre a luz do Lampião
Onde a simplicidade era o fator principal
Não existia riqueza o samba era original
A praça XXI imperava nos velhos tempos de outrora
O samba era bem diferente do samba de agora
Se Deus me desse o prazer
De viver naquela geração
Hoje em dia eu podia dizer
Sou poeta por convicção
Mas eu procuro seguir
O exemplo daquela humildade
Simplesmente eu só posso sentir saudade
Na casa da Tia Ciata, vatapá e Xinxim de Galinha
Onde os poetas faziam concentração
Madruga a fora sobre a luz do Lampião
Onde a simplicidade era o fator principal
Não existia riqueza o samba era original
A praça XXI imperava nos velhos tempos de outrora
O samba era bem diferente do samba de agora
Se Deus me desse o prazer
De viver naquela geração
Hoje em dia eu podia dizer
Sou poeta por convicção
Mas eu procuro seguir
O exemplo daquela humildade
Simplesmente eu só posso sentir saudade
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