quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Bigigangas - Xico Bizerra - Leninho - Zé Maria

Assim que você vier perguntar
o motivo por que cansei de esperar
um dia, uma luz, uma estrela, outro dia
mil sonhos de amor, ilusão fantasia

nada falarei o silêncio será arma soberana
como a madrugada que recebe o orvalho frio e não reclama
e o que restará de nós será somente bugigangas

não posso esquecer o que devo levar
o que faça doer eu prefiro deixar
levo o meu coração e o vazio da casa
a nossa velha chama, aquela flor amassada

um verso deixarei só para você bem na nossa cama
que te fale de amor, de paixão, de prazer e de uma dor tão tirana
e o que restará de nós será somente bugigangas

se um dia alguém precisar saber
as razões desse fim que não foi meu querer
pergunta às estrelas que brilham lá em cima
da tristeza que é quando tudo termina

só saudades terei de um tempo tão bom que a alma reclama
e por falta de amor levarei o meu peito que se esmolamba
e o que restará de nós será somente bugigangas

sábado, 12 de novembro de 2016

Onde ir? - Sanray

Ao entrar preste atenção aonde pisa!
Siga todos os papéis sem pular nenhum, faz uma história linda. Dê o play! Coldplay The Scientist.
Era uma vez um casal que se conheceu no São João...Enfim uma história ainda sendo escrita e sem final feliz, porque a felicidade entre eles não se resume no final, mas todos os dias. Aqui é onde aprendo muito com você, sobre tudo. Agradeço. (Vá até a varanda)
Nessa varanda é onde tenho certeza que já estivemos juntos em algum outro lugar, outra vida. Nós não nos encontramos, nós nos reencontramos. (Vá até o banheiro)
Cada pedaço desse apartamento nos define, no banheiro não seria diferente, é aqui que meu banho se torna o mais gostoso do mundo, poder sentir teu corpo nu, me tocando com carinho, não há dinheiro no mundo que pague momentos como esses. (Vá até o quarto)
Poder dormir e acordar ao seu lado é tão maravilhoso que palavras não conseguem descrever tamanha sensação. Esse é o nosso cantinho, é o lugar que tanto espero que as horas passem pra eu chegar e te sentir bem pertinho de mim, mas que peço ao tempo que demore a passar quando juntos nos encontramos, mas ele nunca atende!
Quero te amar todos os dias e compartilhar minha felicidade contigo. (Vá até o coração)
Nele encontra-se tudo que sou de forma intangível. Os paradoxos por vezes me alucinam e não sei bem se estou acordado ou sonhando, e quando eles me consomem, no mesmo milésimo de segundo o medo me açoita e fico atordoado, penso então nos momentos felizes e extirpo os maus pensamentos. Esse é o caos que antecede o meu nirvana, e que se renova a cada instante, e assim meu coração parou de fazer promessas e de aceita-las, mas
continua fazendo todos os planos do mundo, livre.

DVD MESTRE CAMARÃO

domingo, 6 de novembro de 2016

Andarilho - Xangô da Mangueira

Viajando por um caminho deserto
Muitas léguas sem encontrar ninguém
Mas de repente eu avistei
Um vulto que me assombrei
Era um homem todo largado, todo barbado
Com os pés inchados de tanto andar
Eu imaginei o que ele fazia por ali
Ele assim me respondeu:
O homem feliz sou eu

Sou feliz sim porque não vivo a reclamar
Sou feliz por isso posso lhe explicar
Essas barbas para mim são uma beleza
Essa roupa esfarrapada isso pra mim é uma riqueza
E estes pés inchados descalçados
É o orgulho de um homem que não vive humilhado

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Charlie Brown Jr João Rock 2012 completo full concert

Tempo maravilhoso, transição de várias fitas. Muito Phoda!



Pra sempre no coração e na mente!

Lagrimas negras como nunca la has oido

Zaida Reyte

Arthur Schopenhauer in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.

Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas ações, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.

Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.

A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.

Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogêneos causa um efeito incômodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.

Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em ótima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.

Deep Purple Mistreated 1974 Legendado

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