sexta-feira, 12 de junho de 2015

Moreira da Silva e Raphael Rabello

Palhaço da perdidas ilusões...


A morte é um dia que vale a pena viver - Ana Claudia Quintana Arantes

"A doença é uma abstração da realidade, ela está nos livros, está no microscópio, ela está nas definições, nas publicações, mas quando a doença encontra um ser humano ela produz uma melodia única, que se chama sofrimento. As doenças se repetem nas pessoas mas o sofrimento não, o sofrimento é único e cada um tem o seu." Ana Cláudia Quintana Arantes



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Tirinha - Meritocracia

De acordo com o dicionário Aurélio, “Meritocracia” é um sistema de hierarquia determinado pelo mérito pessoal. Mas será que nossa posição na pirâmide social é determinada apenas pelo mérito? As oportunidades são iguais para todos?


segunda-feira, 1 de junho de 2015

A maçã - Raul Seixas

Se esse amor ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor, vai se gastar

Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar

Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Saudade - Vicente Celestino

"...A saudade é calculada por algarismos também

Distância multiplicada pelo fator querer bem

Saudade é tristeza é tédio que enche os olhos de ardor

Saudade dor que é remédio

Remédio que aumenta a dor

A palavra é bem pequena

Mas diz tanto de uma vez

Por ela valeu a pena

Inventar-se o português."

terça-feira, 19 de maio de 2015

Renee Fleming - Strauss' 4 Last Songs - Im abendrot

No Crepúsculo


Estivemos entre alegrias e sofrimento

Juntos, de mãos dadas.

Na Terra silenciosa descansamos no momento

cansados das jornadas

Ao nosso redor os vales se inclinam

o Ar já se escurece ameaçadoramente

ao voo duas cotovias se sublimam

sobre a névoa, sonhadoramente.

Venhas aqui e que elas cantem permitais

Pois de dormir já é hora

Não queremos nos perder nos umbrais

da imensa solidão que nos devora.

Oh vasta e silenciosa Paz

No rubro crepuscular tão forte

Tal cansaço que este caminhar nos traz...

Será isto por acaso a morte?

Rolleiflex

Na vida a únicas coisas que lamento são as ausências... daqueles que já partiram... daqueles que por aqui ainda estão, mas não posso vê-los sempre que quero.

Amigos, tudo que sempre terei!!!

P.S.: Show da volta do Nação Zumbi.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Quando eu morrer - Castro Alves

Quando eu morrer... não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério...
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.

Corre nas veias negras desse mármore
Não sei que sangue vil de messalina,
A cova, num bocejo indiferente,
Abre ao primeiro o boca libertina.

Ei-la a nau do sepulcro — o cemitério...
Que povo estranho no porão profundo!
Emigrantes sombrios que se embarcam
Para as pragas sem fim do outro mundo.

Tem os fogos — errantes — por santelmo.
Tem por velame — os panos do sudário...
Por mastro — o vulto esguio do cipreste,
Por gaivotas — o mocho funerário ...

Ali ninguém se firma a um braço amigo
Do inverno pelas lúgubres noitadas...
No tombadilho indiferentes chocam-se
E nas trevas esbarram-se as ossadas ...

Como deve custar ao pobre morto
Ver as plagas da vida além perdidas,
Sem ver o branco fumo de seus lares
Levantar-se por entre as avenidas! ...

Oh! perguntai aos frios esqueletos
Por que não têm o coração no peito...
E um deles vos dirá "Deixei-o há pouco
De minha amante no lascivo leito."

Outro: "Dei-o a meu pai". Outro: "Esqueci-o
Nas inocentes mãos de meu filhinho"...
... Meus amigos! Notai... bem como um pássaro
O coração do morto volta ao ninho!...

PEACE OF MIND - B. B. KING - LEGENDADO EM PORTUGUÊS

Ao mestre com carinho,



Adeus gênio!

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