sexta-feira, 15 de maio de 2015

Quando eu morrer - Castro Alves

Quando eu morrer... não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério...
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.

Corre nas veias negras desse mármore
Não sei que sangue vil de messalina,
A cova, num bocejo indiferente,
Abre ao primeiro o boca libertina.

Ei-la a nau do sepulcro — o cemitério...
Que povo estranho no porão profundo!
Emigrantes sombrios que se embarcam
Para as pragas sem fim do outro mundo.

Tem os fogos — errantes — por santelmo.
Tem por velame — os panos do sudário...
Por mastro — o vulto esguio do cipreste,
Por gaivotas — o mocho funerário ...

Ali ninguém se firma a um braço amigo
Do inverno pelas lúgubres noitadas...
No tombadilho indiferentes chocam-se
E nas trevas esbarram-se as ossadas ...

Como deve custar ao pobre morto
Ver as plagas da vida além perdidas,
Sem ver o branco fumo de seus lares
Levantar-se por entre as avenidas! ...

Oh! perguntai aos frios esqueletos
Por que não têm o coração no peito...
E um deles vos dirá "Deixei-o há pouco
De minha amante no lascivo leito."

Outro: "Dei-o a meu pai". Outro: "Esqueci-o
Nas inocentes mãos de meu filhinho"...
... Meus amigos! Notai... bem como um pássaro
O coração do morto volta ao ninho!...

PEACE OF MIND - B. B. KING - LEGENDADO EM PORTUGUÊS

Ao mestre com carinho,



Adeus gênio!

sábado, 9 de maio de 2015

Charge - Direitos humanos

"...Quem tem muito quer ter mais
Quem não tem resta sonhar
Quem não estudou é escravo
De quem pôde estudar

Os direitos humanos são iguais
Mas existem as classes sociais..."

sexta-feira, 8 de maio de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

Teístas e Ateístas... 3,2,1 para começar o bla bla bla

Sem dúvida é assim que penso. Vídeo incrível!!!



"O problema não é um Deus que não existe, mas as religiões que o proclamam" Saramago



segunda-feira, 20 de abril de 2015

Frase - Charles Darwin

Mas que, embora relute, aceita sua condição miserável de ser humano e necessita desesperadamente de um DEUS para responder as questões que tanto afligem-nos.

domingo, 19 de abril de 2015

Lobo da estepe - Hermam Hesse

Se em todas as minhas dolorosas transmutações adquirira algo de indizível e imponderável,caro tivera de pagá-lo, e em cada uma delas minha vida se tornara mais dura, mais difícil, mais solitária e perigosa. Na verdade não tinha nenhum motivo para desejar a continuação deste caminho que me conduzia a atmosferas cada vez mais rarefeitas, semelhantes àquela fumaça da Canção de Outono, de Nietzsche.

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