quarta-feira, 23 de março de 2011

Amigo da nação - Osvaldo Bezerra

O brega na música brasileira é o que mais me comove e também o que mais amo. A familiaridade e a vivência em meio a todas as histórias cantadas, me envolvem de uma maneira intrínseca, ouvir um bom e velho brega é transcendental.
Ainda mais agora que aprendi a apreciar o "gogó de sola" para acompanhar, acho que depois de residir por 8 meses na paraíba, não poderia ser diferente. rs
Assim como o grande mestre Lua e tantos outros imperiais nordestinos, o brega ainda sofre uma imbecil e preconceituosa resistência por todos os lados, embora não altere (e nunca alterará) a competência e a paixão dos que realmente fazem essa país ser mais digno e menos hipócrita.

Essa canção que canto pra vocês
Do presidente que saudade eu fiquei
Homem querido, amante da nação
Mineiro de coração, filho de São João Del Rey
O seu desejo era que todos tivesse
Um pedacinho desse chão pra trabalhar
Em suas mesas que não lhe faltasse o pão
Um agasalho e uma casa pra morar

Vejo Cegos aleijados nas calçadas
Outros morrendo com a enchente no sertão
E os oprimidos que moram nas baixadas
Tancredo a esse povo só queria libertação
O mundo inteiro reconhece seu valor
Aos brasileiros semeaste amor e paz
Hoje tu vives ao lado do criador
O que nos resta é saudade e nada mais.

Charlie Parker and Coleman Hawkins, Lester Young, et al 1950) - 1 of 2

A morte do Cisne - John Lennon da Silva

Eu sempre defino o "ser humano" como arrogante e asqueroso, todos nós. Afinal nossos pensamentos são sórdidos.Mas também acredito no "amor", se não fosse assim eu não estaria mais aqui!
Não entedo porque as
pessoas julgam as outras pelo o que elas não tem. Temos um padrão de sociedade (falso moralista) que acaricia a falsidade, e quase sempre são os "humildes"que trasmitem a paz! Parabéns John.


terça-feira, 22 de março de 2011

Malvadeza Durão - Grande Otelo

Mais um malandro fechou o paletó
Eu tive dó, eu tive dó
Quatro velas acesas em cima de uma mesa

E uma subscrição para ser enterrado
Morreu Malvadeza Durão
Valente, mas muito considerado

Céu estrelado, lua prateada
Muitos sambas, grandes batucadas
O morro estava em festa quando alguém caiu

Com a mão no coração, sorriu
Morreu Malvadeza Durão
E o criminoso ninguém viu.

É doce morrer no mar - Dorival Caymmi

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Saveiro partiu de noite foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou
É doce morrer

A noite que ele não veio foi
Foi de tristeza prá mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi prá mim
É doce morrer

Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá
É doce morrer.

Mora no assunto - Padeirinho

Mora no assunto e vê se te manca
Me admira muito você dando bronca
Ora deixe disso, que é fogo na roupa
Sabe lá o que é isso?
Então, mudou
Te dei o serviço e você não morou

Nessas alturas tenho que te esculachar
Pra seu governo, você deve se mancar
Como é que pode você dar tanta mancada?
Tenteia a Volga e deixa de chinfra, meu camarada
Como é que é? Vê se mora na jogada

Risque - Ary Barroso

Risque meu nome do seu caderno
Pois não suporto o inferno
Do nosso amor fracassado
Deixe que eu siga novos caminhos
Em busca de outros carinhos
Matemos nosso passado
Mas se algum dia, talvez
A saudade apertar
Não se perturbe
Afogue a saudade
Nos copos de um bar
Creia
Toda quimera se esfuma
Como a beleza da espuma
Que se desmancha na areia.

Carlos Gardel - Nelson Gonçalves

Tango, bandoneon, uma guitarra que chora
Num ritmo de amor desesperado
Um cabaré que fecha suas portas
Uma rua de amor e de pecado

Um guarda que vigia numa esquina
Um casal que anda a procura de um hotel
Um resto de melodia
Um assobio uma saudade imortal
Carlos Gardel

Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel

O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias

Carlos Gardel
Se cantavas a tragédia das perdidas
Compreendendo suas vidas
Perdoavas seu papel

Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel

Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel

O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias

Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel

INEZITA BARROSO - Colcha de Retalhos

Realmente uma remanescente dos que lutam pela cultura e defendem a simplicidade!

E que talvez nem receba uma homenagem quando findar seu legado...

Das 1.000 novas cantoras (de todos os estilos) nenhuma consegue transmitir a emoção que figuras como Inezita passam, pois ela canta com o coração e não com paixão (ao sucesso e o dinheiro).


Palhaço - Nelson Gonçalves

As mulheres que eu conheço
Pobres flores sem perfume
Dizem que tudo o que faço
É produto do ciúme
Que eu lembro um toureiro antigo
Que causa dó, causa pena
Que não posso nem comigo
Mas quero morrer na arena
Os amigos que eu procuro
Amizade é só fumaça
Se relembro os áureos tempos
Fazem pouco, acham graça
E se arranjo um novo amor
Quando vem a madrugada
Dizem logo que esse amor
É romance de calçada

Palhaço
É um palhaço todo homem
Que não sabe envelhecer
Que não sabe impor silêncio
Ao maldito coração
Que acredita na mentira
Que perdoa a traição
Palhaço
É um palhaço todo homem
Que se entrega ao desespero
E não consegue compreender
Que o passado já morreu
Todo o homem que não sabe
Que no amor envelheceu
Nesta vida é um palhaço
É um palhaço como eu

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