Mora no assunto e vê se te manca
Me admira muito você dando bronca
Ora deixe disso, que é fogo na roupa
Sabe lá o que é isso?
Então, mudou
Te dei o serviço e você não morou
Nessas alturas tenho que te esculachar
Pra seu governo, você deve se mancar
Como é que pode você dar tanta mancada?
Tenteia a Volga e deixa de chinfra, meu camarada
Como é que é? Vê se mora na jogada
Minha lira tem um jeito de quem está perdido em um caminho sem volta, não há paredes, não há estradas, não há luz nem referentes, há apenas passos desvairados que me conduzem querendo voltar...
terça-feira, 22 de março de 2011
Risque - Ary Barroso
Risque meu nome do seu caderno
Pois não suporto o inferno
Do nosso amor fracassado
Deixe que eu siga novos caminhos
Em busca de outros carinhos
Matemos nosso passado
Mas se algum dia, talvez
A saudade apertar
Não se perturbe
Afogue a saudade
Nos copos de um bar
Creia
Toda quimera se esfuma
Como a beleza da espuma
Que se desmancha na areia.
Pois não suporto o inferno
Do nosso amor fracassado
Deixe que eu siga novos caminhos
Em busca de outros carinhos
Matemos nosso passado
Mas se algum dia, talvez
A saudade apertar
Não se perturbe
Afogue a saudade
Nos copos de um bar
Creia
Toda quimera se esfuma
Como a beleza da espuma
Que se desmancha na areia.
Carlos Gardel - Nelson Gonçalves
Tango, bandoneon, uma guitarra que chora
Num ritmo de amor desesperado
Um cabaré que fecha suas portas
Uma rua de amor e de pecado
Um guarda que vigia numa esquina
Um casal que anda a procura de um hotel
Um resto de melodia
Um assobio uma saudade imortal
Carlos Gardel
Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel
O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias
Carlos Gardel
Se cantavas a tragédia das perdidas
Compreendendo suas vidas
Perdoavas seu papel
Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel
Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel
O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias
Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel
Num ritmo de amor desesperado
Um cabaré que fecha suas portas
Uma rua de amor e de pecado
Um guarda que vigia numa esquina
Um casal que anda a procura de um hotel
Um resto de melodia
Um assobio uma saudade imortal
Carlos Gardel
Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel
O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias
Carlos Gardel
Se cantavas a tragédia das perdidas
Compreendendo suas vidas
Perdoavas seu papel
Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel
Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel
O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias
Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel
INEZITA BARROSO - Colcha de Retalhos
Realmente uma remanescente dos que lutam pela cultura e defendem a simplicidade!
E que talvez nem receba uma homenagem quando findar seu legado...
Das 1.000 novas cantoras (de todos os estilos) nenhuma consegue transmitir a emoção que figuras como Inezita passam, pois ela canta com o coração e não com paixão (ao sucesso e o dinheiro).
Palhaço - Nelson Gonçalves
As mulheres que eu conheço
Pobres flores sem perfume
Dizem que tudo o que faço
É produto do ciúme
Que eu lembro um toureiro antigo
Que causa dó, causa pena
Que não posso nem comigo
Mas quero morrer na arena
Os amigos que eu procuro
Amizade é só fumaça
Se relembro os áureos tempos
Fazem pouco, acham graça
E se arranjo um novo amor
Quando vem a madrugada
Dizem logo que esse amor
É romance de calçada
Palhaço
É um palhaço todo homem
Que não sabe envelhecer
Que não sabe impor silêncio
Ao maldito coração
Que acredita na mentira
Que perdoa a traição
Palhaço
É um palhaço todo homem
Que se entrega ao desespero
E não consegue compreender
Que o passado já morreu
Todo o homem que não sabe
Que no amor envelheceu
Nesta vida é um palhaço
É um palhaço como eu
Pobres flores sem perfume
Dizem que tudo o que faço
É produto do ciúme
Que eu lembro um toureiro antigo
Que causa dó, causa pena
Que não posso nem comigo
Mas quero morrer na arena
Os amigos que eu procuro
Amizade é só fumaça
Se relembro os áureos tempos
Fazem pouco, acham graça
E se arranjo um novo amor
Quando vem a madrugada
Dizem logo que esse amor
É romance de calçada
Palhaço
É um palhaço todo homem
Que não sabe envelhecer
Que não sabe impor silêncio
Ao maldito coração
Que acredita na mentira
Que perdoa a traição
Palhaço
É um palhaço todo homem
Que se entrega ao desespero
E não consegue compreender
Que o passado já morreu
Todo o homem que não sabe
Que no amor envelheceu
Nesta vida é um palhaço
É um palhaço como eu
Onde Anda Você - Vinicius de Moraes
E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer
E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer
E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você
domingo, 20 de março de 2011
Vinicius de Moraes - Monólogo de Orfeu
Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
É mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? Cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, - que é que eu sei! Essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem - nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! E me dizes essas coisas
Que me dão essa força, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura! Quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que ele, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
É mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? Cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, - que é que eu sei! Essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem - nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! E me dizes essas coisas
Que me dão essa força, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura! Quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que ele, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!
quinta-feira, 17 de março de 2011
Acordem benfeitores do Universo - Martinho da Vila
Acordem
Benfeitores do universo
Que vou render tributo aos meus heróis
E nesta apoteose à grandeza
Eu peço a presença de todos vós
De todos vós
Antonio Francisco Lisboa
O maior vulto da arte colonial
Pedro Américo, emérito pintor
João Caetano, o nosso maior ator
Salve José do Patrocínio
O denodado baluarte nacional
Exaltemos Carlos Gomes
Orgulho da nossa terra
No cenário musical
Ruy Barbosa, símbolo da inteligência
Oswaldo Cruz, mártir da ciência
Santos Dumont, o pai da aviação
E Castro Alves, poeta da abolição
Acordem heróis
Benfeitores do universo
Que vou render tributo aos meus heróis
E nesta apoteose à grandeza
Eu peço a presença de todos vós
De todos vós
Antonio Francisco Lisboa
O maior vulto da arte colonial
Pedro Américo, emérito pintor
João Caetano, o nosso maior ator
Salve José do Patrocínio
O denodado baluarte nacional
Exaltemos Carlos Gomes
Orgulho da nossa terra
No cenário musical
Ruy Barbosa, símbolo da inteligência
Oswaldo Cruz, mártir da ciência
Santos Dumont, o pai da aviação
E Castro Alves, poeta da abolição
Acordem heróis
quarta-feira, 2 de março de 2011
Ilusões da vida - Francisco Octaviano
terça-feira, 1 de março de 2011
Analogia da música brasileira através das décadas
Década de 30:
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora,
canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada
És formada com o ardor da alma da mais linda flor
De mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."
Década de 40:
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para Rádio
Nacional e, manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar..."
Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma
bela bossa:
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema
O teu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar..."
Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:
"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor, nem mais bonito
Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar
como é grande o meu amor por você..."
Década de 70:
Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre a porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:
"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez
Que os meus olhos se viram no teu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
sabia que era amor e vinha pra ficar..."
Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueix
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol..."
Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz
Mas já não há caminhos pra voltar
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?..."
Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim
Eu vou te cortar na mão, Vou sim, vou sim
Vou aparar pela rabiola, Vou sim, vou sim..."
Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:
"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!
As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!..."
Em 2003:
Ele oferece uma música no baile:
"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó
Em 2004:
Ele a chama para dançar no meio da pista:
"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas
Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas
Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas"
Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele..."
Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha*
Calma, calma foguetinha
Piriri Piriri Piriri, alguém ligou pra mim..."
Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo
volume:
"Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer" *
Ainda restam os SUCESSOS dos últimos 9 anos... Mas não valeria a pena!
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora,
canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada
És formada com o ardor da alma da mais linda flor
De mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."
Década de 40:
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para Rádio
Nacional e, manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar..."
Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma
bela bossa:
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema
O teu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar..."
Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:
"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor, nem mais bonito
Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar
como é grande o meu amor por você..."
Década de 70:
Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre a porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:
"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez
Que os meus olhos se viram no teu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
sabia que era amor e vinha pra ficar..."
Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueix
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol..."
Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz
Mas já não há caminhos pra voltar
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?..."
Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim
Eu vou te cortar na mão, Vou sim, vou sim
Vou aparar pela rabiola, Vou sim, vou sim..."
Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:
"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!
As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!..."
Em 2003:
Ele oferece uma música no baile:
"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó
Em 2004:
Ele a chama para dançar no meio da pista:
"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas
Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas
Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas"
Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele..."
Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha*
Calma, calma foguetinha
Piriri Piriri Piriri, alguém ligou pra mim..."
Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo
volume:
"Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer" *
Ainda restam os SUCESSOS dos últimos 9 anos... Mas não valeria a pena!
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