sábado, 4 de outubro de 2014

Áomse II - Alessandro Brito

Ainda sou tão limitado no sentir...
Não consigo desfazer aquela velha confusão que surge nesse momento em que a vulnerabilidade me domina e me deixa feito uma criança que não sabe absolutamente nada das coisas da vida.
Meu egoísmo impera, minha filosofia se torna (na minha cabeça) uma verdade tão absoluta, penso que não exista esforço nenhum da outra parte para compartilhar momentos comigo. Meu desejo tem que ser saciado, e nesse instante percebo que tudo se refere a mim, ao que quero, sinto e desejo. Então percebo o quanto preciso evoluir e absterger meu egocentrismo, e nesse milésimo de segundo de reflexão, no instante que este sentimento me consome, vejo brilhar o outro lado da moeda, que me faz questionar se essa verdade absoluta realmente é compartilhada pela outra parte. Xeque-mate! Que fazer com mais este paradoxo?

Quando você venera Johnny Cash eu gosto de você, quando você admira Bukowski é inevitável não gostar de você, então Augusto dos Anjos vem e nos une, gosto disso também. Quando "Into the wild" faz sentido pra você, estou mais próximo de você do que imagina, nesse instante perco o medo de ser julgado, posso contar minha história sem ter medo de censura, então é como deveria ser, somos amigos,  mesmo sem saber, desde sempre.


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