domingo, 21 de dezembro de 2014

Chaves - Boa Noite Vizinhança (Completo em HD)

Prometemos despedirmos-nos

Sem dizer "adeus" jamais

Pois haveremos de nos reunirmos

Muitas, muitas vezes mais!

<3

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Amor romântico e amor genuíno | Jetsunma Tenzin Palmo on romantic love

''O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego. Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos em nossas relações demonstram que amamos, quando na verdade, é só apego que nos causa dor.Porque quanto mais nos agarramos, mais temos medo de perder. E então se nós, de fato, perdermos, vamos sofrer. O que eu quero dizer é que o amor genuíno é... Bem, o apego diz: ''Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.'' E o amor genuíno diz: ''Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.'' É portanto um sentimento bem diferente. Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Quanto mais agarramos o outro com força, mais nós sofremos. Porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque eles pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro. Mas não é isso. Elas realmente estão apenas tentando prender algo porque elas tem medo de que se não for assim, elas é que acabarão se ferindo. Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado.Quero dizer que, idealmente, as pessoas deveriam se unir já se sentindo preenchidas por si mesmas e ficarem juntas apenas para apreciar isso no outro, em vez de esperar que o outro supra essa sensação de bem estar que elas não tem sozinhas. E isso gera muitos problemas. E isso junto com toda a projeção que vem do romance, em que projetamos nossas idéias, ideais, desejos, e fantasias românticas sobre o outro, algo que ele nunca será capaz de corresponder. Assim que começamos a conhecê-lo, reconhecemos que o outro não é o príncipe encantado ou a Cinderela. É apenas uma pessoa comum, também lutando. E a menos que sejamos capazes de enxergá-las, de gostar delas, e de sentir desejo por elas e também ter bondade amorosa e compaixão, será um relacionamento muito difícil.''



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

E Agora, Drummond - João Nogueira

E agora Drummond?

Que será de José?

Que ficou sem tostão

Que perdeu sua fé,

Que não tem mais prazer...

Que deixou de brigar,

Que rendeu-se ao poder...

Que não quer protestar,

Sua raiva murchou

Não tem gana mais não...

A esperança acabou...



E agora Drummond?...

domingo, 12 de outubro de 2014

Rolleiflex - Florbela Espanca


Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem 
Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem... 
Sou um reflexo...um canto de paisagem 
Ou apenas cenário! Um vaivém 

Como a sorte: hoje aqui, depois além! 
Sei lá quem sou?Sei lá! Sou a roupagem 
De um doido que partiu numa romagem 
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!... 

Sou um verme que um dia quis ser astro... 
Uma estátua truncada de alabastro... 
Uma chaga sangrenta do Senhor... 

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados, 
Num mundo de maldades e pecados, 
Sou mais um mau, sou mais um pecador...


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Frase - Florbela Espanca

“Estou cansada, cada vez mais incompreendida e insatisfeita comigo, com a vida e com os outros. Diz-me, porque não nasci igual aos outros, sem dúvidas, sem desejos de impossível? E é isso que me traz sempre desvairada, incompatível com a vida que toda a gente vive.” 

domingo, 5 de outubro de 2014

Feliz aniversário - Luan Passos de Souza

Chegou aos 27 é mais um sobrevivente...rs
Amado irmão, gostaria de estar por ae para lhe dar um grande abraço e dizer pessoalmente o quanto você é importante na minha vida.
Você é um gênio, o mundo pegando fogo e você simplesmente me mete uma mochila nas costas e sai sem nem dar tchau. Claro que vale lembrar que você foi um tremendo fdp, mas está mais que absolvido.
Sua coragem e determinação em sair do seu mundo seguro e buscar liberdade na natureza selvagem, não da mata, mas do ser humano, em buscar respostas para as trilhões de perguntas sem respostas... merece todo respeito.



Ah como não me envaidecer em poder ter discutido "de igual pra igual" umas centenas de vezes... Coragem é para seres de alma gigante, para seres humanos que se permitem viver o inesperado, para quem, mesmo sem saber onde está indo segue seu caminho.
Tenho absoluta admiração por você, não que eu concorde com tudo que faça, claro que não concordo, mas sei que te amo porque consigo respeitar você como é, e a veracidade do que digo está na minha felicidade quando regressou daquele período de isolamento. Ensaiei uma duzia de comidas de rabo, por acreditar que cedo ou tarde regressaria, e o máximo que pude fazer foi conter as lágrimas, eu sou mesmo um bundão!
Talvez uma hora dessas realizemos aquele projeto de vida, que certa madrugada estrada a fora nós acertamos, talvez no RJ ou aqui mesmo no nordeste, o lugar será o menos importante.


EU preciso de você, é vital para mim que continue mantendo sua essência, sozinho não chegarei muito longe. Que sejamos velhos safados também conscientes do que representamos no mundo e para ele.

TE AMO ATÉ PARA SEMPRE!

sábado, 4 de outubro de 2014

Áomse II - Alessandro Brito

Ainda sou tão limitado no sentir...
Não consigo desfazer aquela velha confusão que surge nesse momento em que a vulnerabilidade me domina e me deixa feito uma criança que não sabe absolutamente nada das coisas da vida.
Meu egoísmo impera, minha filosofia se torna (na minha cabeça) uma verdade tão absoluta, penso que não exista esforço nenhum da outra parte para compartilhar momentos comigo. Meu desejo tem que ser saciado, e nesse instante percebo que tudo se refere a mim, ao que quero, sinto e desejo. Então percebo o quanto preciso evoluir e absterger meu egocentrismo, e nesse milésimo de segundo de reflexão, no instante que este sentimento me consome, vejo brilhar o outro lado da moeda, que me faz questionar se essa verdade absoluta realmente é compartilhada pela outra parte. Xeque-mate! Que fazer com mais este paradoxo?

Quando você venera Johnny Cash eu gosto de você, quando você admira Bukowski é inevitável não gostar de você, então Augusto dos Anjos vem e nos une, gosto disso também. Quando "Into the wild" faz sentido pra você, estou mais próximo de você do que imagina, nesse instante perco o medo de ser julgado, posso contar minha história sem ter medo de censura, então é como deveria ser, somos amigos,  mesmo sem saber, desde sempre.


Impressão digital - Ederaldo Gentil

Coberta de lã não aquece
O frio que vem da saudade
Chave de ouro não abre
A porta da felicidade
Tempero nenhum mudará
O doce sabor da afeição
Como também guerra fria
Não vence o calor da paixão

Como tal
Tal qual uma real posição
Cada mão com sua impressão digital
Bem maior o brilho do sol no verão
Cada qual no seu lugar natural

Nenhuma barreira consegue
Impedir a ação do amor
Não a disfarce na face
Para livrar-se da dor
Não há fortaleza que barre
A fraqueza de uma ilusão
Não tem consciência capaz
De trair de negar a razão

Como tal...
Tal qual uma real posição...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Rolleiflex - Favela pesada

MILIDUQUES!!!

O sentimento? Missão cumprida
A trilha? Mundo mágico de oz
A ideia? Muita treta vishiiii
A madrugada? Fomos dela e ela foi toda nossa.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Eddie Vedder - Hard Sun (Legendado em português)

Película - Gênio indomável


Sean
(Robin Williams) dá uma bela explicação sobre a vida ao seu paciente Will Hunting (Matt Damon).   Roteiro: Ben Affleck e Matt Damon

Sean – Pensei no que disse outro dia sobre o meu quadro. Passei metade da noite acordado. Até que me toquei de algo e caí num sono profundo. E não pensei mais nisso. Sabe o que foi?
Will – Não
Sean – Você é só um garoto. Não sabe o que está falando.
Will – Obrigado.
Sean – Tudo bem… Você já saiu de Boston?
Will –  Não.
Sean – Se eu te perguntar sobre arte, me dirá tudo escrito sobre o tema. Michelangelo, você sabe muito sobre ele: sua obra, aspirações políticas, ele e o papa, tendências sexuais, tudo. Mas não pode falar do cheiro da Capela Sistina. Nunca esteve lá, nem olhou aquele teto lindo. Nunca o viu. Se eu te perguntar sobre mulheres, me dará uma lista das favoritas. Já deve ter transado algumas vezes, mas não sabe o que é acordar ao lado de uma mulher e se sentir realmente feliz. Você é um garoto sofrido.  Se perguntar sobre a guerra, vai me citar Shakespeare “Outra vez ao mar, amigos.” Mas não conhece a guerra. Nunca teve a cabeça do seu melhor amigo no colo e viu seu último suspiro pedindo ajuda. Se te perguntar sobre amor, citará um soneto. Mas nunca olhou uma mulher e se sentiu completamente vulnerável. Alguém que o entendesse com um olhar, como se Deus tivesse posto um anjo na Terra só para você, para salvá-lo do inferno. E você sem saber como ser o anjo dela, como amá-la, apóia-la, estar com ela sempre, em tudo… no câncer.  Não sabe o que é dormir sentado num hospital por dois meses, segurando a mão dela, porque os médicos viam em seus olhos que o termo “horário de visitas” não se aplica a você. Não sabe nada de perda, porque ela só ocorre quando você ama algo mais que a si próprio. Duvido que já tenha amado alguém assim. Olho pra você, e não vejo um homem inteligente e confiante. Só um garoto convencido e assustado. Mas você é um gênio, é inegável. Ninguém entenderia sua complexidade. Mas você acha que me conhece por um quadro e disseca minha vida. Você é um órfão, não é?  Acha que sei de como sofreu, como se sente, quem você é, porque li Oliver Twist?  Você se resume a isso? Pessoalmente estou cagando para isso, porque eu não posso aprender nada sobre você, não posso ler em nenhum livro. A menos que me conte sobre você, quem você é. Isso me fascinaria. Isso sim. Mas não quer fazer isso não é? Morre de medo do que poderia dizer. Você que sabe.

domingo, 21 de setembro de 2014

Áomse - Alessandro Brito

Hoje dediquei o dia pra te namorar
Acordei fitando-a,
Estava tão linda
Parecia criança de colo, a sonhar

O tempo parecia correr
Adiantando o compasso da vida
Talvez sentisse também
O nosso "querer bem"

Até Athena, deusa da sabedoria
Esteve em nossa companhia
Simbolizada em tua carne
Envolveu-se em nossa fantasia

Senti falta da música
Que tímida se escondeu
Pensando que ali não havia
Espaço nem pra mais uma melodia

Eu falava, você sorria
Sonhávamos mais um dia
Sonhos simples de incertezas
Contemplando a natureza

Caminhamos sem destino
De mãos dadas, nos unimos
Mas cheguei ao fim da estrada
Por que você não me acompanhava?

domingo, 14 de setembro de 2014

Discurso - Cecília Meireles

E aqui estou, cantando.
Um poeta é sempre irmão do vento e da água: deixa seu ritmo por onde passa.
Venho de longe e vou para longe: mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes andaram.
Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,  mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.
Pois aqui estou, cantando.
Se eu nem sei onde estou,  como posso esperar que algum ouvido me escute?
Ah! Se eu nem sei quem sou,  como posso esperar que venha alguém gostar de mim?

Frase - Alessandro Brito

Saudade não é algo que se tem conhecimento é algo que se sente, muito além do que a palavra pode expressar!!!

Maria Bethania, Dona Canô e etcs... FOGUETE

S A U D A D E ! ! !



Tantas vezes eu soltei foguete

Imaginando que você já vinha

Ficava cá no meu canto calada

Ouvindo a barulheira

Que a saudade tinha

É como diz João Cabral de Mello Neto

Um galo sozinho não tece uma manhã

Senti na pele a mão do teu afeto

Quando escutei o canto de acauã

A brisa veio feito cana mole

Doce, me roubou um beijo

Flor de querer bem

Tanta lembrança este carinho trouxe

Um beijo vale pelo que contém



Tantas vezes eu soltei foguete

Imaginando que você já vinha

Ficava cá no meu canto calada

Ouvindo a barulheira

Que a saudade tinha

Tirei a renda da naftalina

Forrei cama, cobri mesa

E fiz uma cortina

Varri a casa com vassoura fina

Armei a rede na varanda

Enfeitada com bonina

Você chegou no amiudar do dia

Eu nunca mais senti tanta alegria

Se eu soubesse soltava foguete

Acendia uma fogueira

E enchia o céu de balão

Nosso amor é tão bonito, tão sincero

Feito festa de São João

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sentimentos de um homem - Alessandro Brito

Cheguei por aqui na década de 80, mais precisamente em 1983 e o mundo já se apresentava como tal, o máximo que pude e posso fazer é tentar me adaptar, e ae mora o problema...

A década de 80 foi incrível, ser criança em grau, número e gênero é incrível! em 1989 entrei para primário (ensino fundamental) ooo saudade. E foi uma infância inenarrável, maravilhosa, só o fato de conservar alguns tantos amigos (que se tornaram irmãos) daquela época até hoje, não preciso dizer mais certo?

A década de 90 foi ainda mais incrível, todo o peso nas minhas costa era passar de ano (nunca se cogitou a possibilidade de repetir, meu pai me mataria, ao menos no meu fantástico mundo de Bob) e brincar de todas as brincadeiras de rua possíveis, tipo:
Pique bandeira
Queimada
Duro ou mole
Pega a pega
Esconde-esconde
Cabra cega
Cabo de força
Estátua
Mimica
Vivo e morto
Polícia e ladrão
Carrinho de rolimã
Fubeca (bolinhda de gude, bila)
Taco
Amarelinha
Passa anel
Telefone sem fio
Stop (Uuuuuuuuu stop)
Futebol (quantos tampões do dedão não ficaram no caminho, um pouquinho de terra em cima pra coagular o sangue e o clássico seguia)
Estrela nova cela (que só depois do google vim saber que era pra ter sido "estréia nova cela", mas ae já era tarde)
Caiu no poço (Caiu no poço -Quem te tira? - Meu amor - O que você quer dele? - Um beijo na boca)
Pular corda (Salada saladinha bem temperadinha com sal pimenta fogo e foguinhoooo)
Corre cotia (Corre cotia, na casa da tia, corre cipó , na casa da vó, lencinho na mão caiu no chão, moça bonita do meu coração. Pode pegar? Pode! Ninguém vai olhar? Não!)
Adoleta (a-do-le-ta-le-pe-ti-pe-ti-pe-tá le café com chocolá a-do-le-tá puxa rabo do tatu quem saiu foi tu)
 Nossa, nunca havia me dado conta de como foi trabalhoso viver essa época.

Como nunca fui sinônimo de beleza, o despertar para  as garotas veio mesmo na fase do colegial (ensino fundamental) 1997, raspei o cabelo, coloquei lentes de contato, um par de brincos na mesma orelha, e me vinguei de um monte de moças que não me davam bola. Época também que comecei a descobrir meu corpo, fase sensacional.
Só na chegada do novo milênio é que de fato cai na vida real, dependendo do ponto de vista claro. Então veio o golpe mais duro, aquele mundo com o formato padrão que me foi apresentado lá no início da minha história começou a refletir sobre mim. Não teria problema, eu seguiria o fluxo normalmente, levando uma vidinha medíocre e feliz se não tivesse sido apresentado a algumas pessoas e suas histórias.
É lamentável ver como é moldado e parametrizado o sentimento de um homem nessa sociedade doente, ainda vivemos em tempos toscamente machista, e nesses moldes, um homem que se mostra fraco perde cartaz. Que tolice, eu vivo por me apaixonar e dar cabeçadas, cada coração alheio é um universo paralelo ao meu, não é possível controlá-los, logo cada novo instante é uma nova surpresa, e o que fazer se não sentir? Mas sentir de verdade, desenfreadamente, sem medo de exposição ou censura a cada desengano ou nova desilusão, afinal cada cabeçada é sim uma nova lição.
Eu me projeto, falo o que penso, demonstro sim, toda fraqueza e tenho tido que me recompor e me refazer, lá se vão três anos e meio solteiro, não por falta de me permitir ou me apaixonar, mas por falta de alguém que apenas me reconheça. Tudo que tenho é a esperança de um novo dia, não posso ser negligente quanto a isso, não me daria ao luxo de desistir por ter me ferido algumas vezes, seria muita covardia de minha parte.
Quem tem medo de se entregar, não merece ser feliz, seria injusto para com aqueles que como eu se jogam no abismo.
É tudo tão confuso de agir e tão simples no sentir. Mas
E então surgem milhões de paradoxos, ligar ou não ligar, escrever... falar... convidar... presentear... voltar... seguir...
É preciso saber quanto custa (não falo de valores R$) cada coisa em nossa vida, para sentir um namoro é preciso ter sido solteiro por algum tempo, para se saber quanto custa ser solteiro é preciso ter estado em um relacionamento por algum tempo, para saber quanto custa ser casado é preciso ter sido solteiro e ter namorado por algum tempo. Sem estas experiências não acho muito confiável alguns "sentir".
Talvez por ter pago uma parcela de cada um, hoje seja tão fácil expor meus sentimentos sem medo e ao mesmo tempo tão difícil ser reconhecido. E pelo mesmo motivo estou sentindo falta de uma companheira, mas os sentimentos alheios tem se apresentado tão fugazes...
A porta continua ente aberta, espero poder escancara-la dentro em breve.








Perfume de mulher - Al Pacino

“Tango não é como na vida. Se você erra, continua dançando. É isso que o faz tão fantástico”



No filme "Perfume de Mulher" há uma cena inesquecível, quando Al Pacino que vive um personagem cego tira uma moça para dançar e ela responde:

- Não posso, porque meu noivo vai chegar a qualquer momento.
-Mas em um momento se vive uma vida, responde ele, conduzindo-a em um passo de tango...

"Em um momento se vive uma vida"...

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Jingle Brinquedos Estrela 1987

NA MORAL, CHOREI!!!

A estrela é nossa companheira, nossa brincadeira, nossa diversão.
A estrela entende a gente, traz sempre pra gente uma nova invenção.
Todo segredo, de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança, tem uma Estrela, dentro do coração.

Meu Querido Poney, Sapeca e Bambina,
Moranguinho e sua coleção.
Ponte Car, Kork, Comandos em Ação, Jogo da Operação
HeMan e Tremilique, Escolinha da Moda, Chuquinha, Trombada e Dragão.
E os Super Powers protegem a Barbie, a estrela da constelação.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.

A Estrela estrelando, brincando com a gente, e a gente brincando feliz.
A vida é um sonho, e o sonho é da gente, criança estrelando feliz.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.

domingo, 7 de setembro de 2014

Eleições - 2014

FOMOS PARA AS RUAS DE SÃO PAULO, CONFESSO QUE MEIO PERDIDO, MAS CIENTE DO DESEJO DE MUDANÇA E RENOVAÇÃO. ÓBVIO QUE A CAUSA NÃO FORAM OS R$0,20 APENAS, MAS ESTE ESTOPIM FOI A OPORTUNIDADE QUE SURGIU DA MINHA GERAÇÃO, TÃO APÁTICA POR DUAS DÉCADAS, DEMONSTRAR TODA INSATISFAÇÃO DO QUADRO ATUAL DO NOSSO PAÍS.
CADA CIVIL QUE SE PROJETOU AS RUAS, ASSUMINDO OS RISCOS DE ENFRENTAR ESSA DITADURA MAQUIADA, PODE SER EXEMPLO PARA SEU PRÓXIMO, FAZER DIFERENÇA DENTRO DO SEU MEIO E É ASSIM QUE SE MUDA O MUNDO.
SINCERAMENTE, NUNCA IMAGINEI QUE HOUVESSE TANTA GENTE DA MINHA GERAÇÃO (E PRÓXIMAS) PREOCUPADOS COM POLÍTICA E DISPOSTOS A LUTAR.
FOI REALMENTE MUITO IMPORTANTE FAZER PARTE DAQUELES MILHÕES, QUE SÓ EXISTIU PORQUE NÃO FICAMOS CRITICANDO OU FAZENDO MÉDIA POR INTERNET.
ESPERANÇA RENOVADA... VEREMOS AGORA NESSA ELEIÇÃO O QUANTO FOI EFETIVO ESSAS MANIFESTAÇÕES.

ESTES SAFADOS JAMAIS DEVEM SER REELEITOS!!!!!!

PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira
Coligação: MUDA BRASIL (PSDB / PMN / SD / DEM / PEN / PTN / PTB / PTC / PT do B)

PRESIDENTE - Aécio Neves
GOVERNADOR - Geraldo Alckmim - Cassio Cunha Lima
SENADOR - José Serra - Tasso Jereissati

SÓ COLARIINHO BRANCO, MEU DEUS UMA VERDADEIRA QUADRILHA!!!!!!

PT - Partido dos trabalhadores
Coligação: COLIGAÇÃO COM A FORÇA DO POVO (PT / PMDB / PSD / PP / PR / PROS / PDT / PC do B / PRB)

PRESIDENTE - Dilma
VICE PRESIDENTE - Michel Temer

PT e PMDB ... MEU JESUS CRISTIMMMM (Eu queria ter, pra testa e vê um malote, com glória, fama embrulhado em pacote. Se é isso que seis qué vem pega, jogar num rio de merda e ver vários pula...Dinheiro é foda).

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Metade - Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

domingo, 24 de agosto de 2014

Momentos - Samilis

Fomos ver o mar, pra mim a noite estava amena.
Mas ele tremia de frio.
Dava pra ver umas estrelinhas, entre uma nuvem escura e outra.

Eu sei, você vai dizer que é o cenário perfeito para as minhas inspirações.
E, sim, geralmente seria.

Mas, cá pra nós.
Faltou.
Não é que ele seja uma má companhia, na verdade até certo ponto gosto dele.
É que, são os nossos costumes que estão espalhados demais em mim.
E eu, fiz a pior coisa numa situação assim. Comparei.

Fiquei pensando no que faria, caso fosse nós dois ali.
Você certamente bancaria o durão e fingiria o frio, você tiraria o sapato pra sentir a areia nos pés.
Iria me suspender lá no alto, e me rodopiar até eu ficar tonta.

Você daria falta da lua, e lembraria uma canção antiga.
Um poema talvez.
Você ia repetir que eu fico linda, assim com maquiagem borrada e vento nos cabelos.
E a gente ia rir tanto.
E, íamos falar coisas bobas e leves.
E no caminho pra casa, você colocaria a mão na minha perna, e me olharia com aquele seu olhar de aprovação.

Você, subiria comigo até a porta e me daria um beijo meio inseguro, Ligaria antes de dormir, pra dizer que nossa noite parecia cena de filme, e que escreveria sobre ela.

E, a gente escreveria sobre como é especial, cada momento dividido e somado por nós dois.

Em vez disso, o estranho tremia de frio.
E, reclamava sobre a suposta gripe que teria.
Franzia a testa, com as preocupações de trabalho e grana curta.
E, não entendia meu silêncio olhando o mar.
O estranho tinha na ponta da língua assunto de carros, negócios e viagens internacionais.
E, no caminho sua playlist tocava forró.
E, suas mãos não me tocaram com ternura, e sim com um quê de deixa eu ver se ela tem um corpo legal.

E, dai você vai entender a minha falta de inspiração sobre o estranho.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Chegada - Alessandro Brito

São mais de 3 anos de namoro comigo. Foram "anos incríveis", como os do Kevin Arnold, tantas inseguranças; descobertas; viagens; pessoas; lições; despedidas, tantas portas eu bati... Então rompi comigo e parti, decidido a me permitir compartilhar a vida com uma nova companheira, que está por vir.
Vim trilhando o caminho reverso do pau de arara, tentando fugir das futilidades das grifes e dos preconceitos, da frieza humana, da soberba que me cercava, deixando para trás a selva de pedra e buscando nova vida no sertão.
Cheguei até aqui, quase ileso. Cheguei, apesar de todas as incertezas dos meus passos.
Estou cansado, foi uma viagem difícil.
E para minha surpresa, não vejo um quadro muito diferente das mazelas das grandes metrópoles, muito embora ainda encontre valores que a tempos não via.
Ceguei e queria apenas um abraço, sincero, que eu pudesse confiar. Gostaria apenas que ela acalentasse também meus defeitos, não preciso que cure minhas feridas, nem que assuma a responsabilidade da minha felicidade.
Não gostaria de provar que valho a pena, queria apenas que fosse espontâneo, que desde o início fossemos avalistas dos riscos que a vida exige, e que assim seja o suficiente para nós. Que seja leve, sem mudanças radicais nem sacrifícios heroicos. Que possamos fazer valer as lições que aprendemos. Que o mundo fique lá fora enquanto estivermos dentro dele.
Meu coração não anda fraco apesar de todas as cicatrizes, talvez minha mente sim, fraqueje em alguns momentos, é falta de compreensão do que é a vida.
Figuro um sorriso... um olhar... e mantenho a esperança de enfim descansar em paz.

Tendo a lua de Os Paralamas do Sucesso

Ilmo Sr. Jones - Alessandro Brito


Espero minha breve partida
Desejando um reencontro com os que se foram.
Hei de preparar uma recepção
Para todos que em breve também partirão.

Minha alma de mil faces
Conheceu apenas uma realidade
Singularidade que iguala um todo
Que faz da existência um irônico jogo.

Dor cruel, saudade
Não importa se daqueles que ficam
Ou, se, daqueles que partem.

domingo, 17 de agosto de 2014

Rolleiflex - João

É tão difícil escrever algo pra você... ainda dói tanto...

Te amo até pra sempre!

"Não somos inimigos, mas amigos. Não devemos ser inimigos. Ainda que paixão o obrigue, não devemos romper nossa afeição. As cordas místicas da memória reviverão ao serem tocadas... tão certo como serão pelos anjos de nossa natureza". Abraham Lincoln

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Marimbondo

Era um terreno baldio

Que eu mesmo capinei

Com um surdo mal feito de lata

Uma escola de samba fundei

Usei corda na avenida

No desfile principal

Esquentava a bateria

Com pedaço de jornal

A minha escola cresceu

E o terreiro hoje tem cobertura

Quem ficou pequenino fui eu

Diante da nova estrutura

Eu quem fundou a escola

Entre trancos e barrancos

Na galeria de sócios

No lugar do meu nome tem um branco

E vou contar a minha mágoa, minha minha dor

Fui barrado na porta da escola que sou fundador

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Emoção - Roberto Riberti

-Por favor, me vê uma porção de emoção.
-No momento estamos em falta, serve sensação?
-Não, obrigado, eu quero emoção mesmo!
-Mas as sensações estão em promoção e estão saindo muito bem...
-Agradeço, sabe quando chega?
-Dizer a verdade faz tempo que não recebemos..
-Mas porque?
-Falta de demanda mesmo...as pessoas estão querendo uma vida mais light, entende?
emoções dão trabalho, tem que ser guardadas com cuidado, bem perto do coração...
-Mas tem tanta ‘emoção’ espalhada por aí...zombei.....
-Tudo falsa né, meu amigo? O pessoal tá vendendo como emoção, mas é tudo sensação barata. Aqui pelo menos somos honestos em dizer.
-E saberia dizer onde posso encontrar?
-Difícil hem amigo! Se for daquelas emoções profundas, então... nunca mais vi! acho que tiraram de linha......
-Obrigado então, tenha uma boa tarde!
E sai andando pela calçada, quando cruzei com uma linda mulher de olhar feito de lua.
Num ímpeto falei: - Você também está indo à procura da emoção?
A moça me olhou com espanto, deve ter pensado: - que cara mais esquisito, sujeito mais sem noção!
E eu todo envergonhado com o papel que tinha passado; mas uma coisa era certa:
aquele olhar de lua, toda aquela beleza, me trouxe algum tipo de alento, alguma ternura ímpar, que se não fosse trapaça, uma sensação fazendo pirraça, eu diria que por um acaso, naquele tênue momento, a emoção deu o ar de sua graça!

Marinês - Desabafo

domingo, 10 de agosto de 2014

Pra viver um grande amor - Carlos Drummond de Andrade

É preciso abrir todas as portas que fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
Por amores do passado que foram em vão
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura,
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto...para fazê-lo brilhar!
E quando decidir que chegou a sua hora de amar,
Lembre-se que é preciso haver identificação de almas!
De gostos, de gestos, de pele...
No modo de sentir e de pensar!
É preciso ver a luz iluminar a aura,
Dando uma chance para que o amor te encontre
Na suavidade morna de uma noite calma...
É preciso se entregar de corpo e alma!
É preciso ter dentro do coração um sonho
Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
Entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para se saber sentir
A sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que... realmente você amou.
A certeza que... realmente você foi amada."

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

CONTRASTES - Augusto dos Anjos

A antítese do novo e do obsoleto,
O Amor e a Paz, o Ódio e a Carnificina,
O que o homem ama e o que o homem abomina.
Tudo convém para o homem ser completo!

O ângulo obtuso, pois, e o ângulo reto,
Uma feição humana e outra divina
São como a eximenina e a endimenina
Que servem ambas para o mesmo feto!

Eu sei tudo isto mais do que o Eclesiastes!
Por justaposição destes contrastes,
Junta-se um hemisfério a outro hemisfério,

Às alegrias juntam-se as tristezas,
E o carpinteiro que fabrica as mesas
Faz também os caixões do cemitério...

Se tornar o que é - Blog

Se tornar o que é

Que tempos são estes? Que tempos são estes nos quais as necessidades são luxos? Aliás, que tempo doentio é este no qual nem sequer sabemos descobrir nossas necessidades? Nietzsche no primeiro capítulo de Ecce Homo antecipando Foucault descreve belamente um “cuidado de si”. E o cuidado ou “amor de si” passa pela gestão cuidadosa da alimentação, clima, moradia e distração.

Da alimentação: “como você deve se alimentar para alcançar seu máximo de força?” O filósofo diz não se perdoar por ter chegado a esta questão tão tarde, por ter negligenciado por tanto tempo aquilo que era o mais importante, e por ter perdido tanto tempo correndo atrás de objetivos ideais. Até a maturidade comeu mal. A coisa toda é séria, pois uma má alimentação pode levar o indivíduo a negar a vontade de vida. Ele se abstinha do excesso de farinha, gordura, da dieta “canibal” dos ingleses (muita carne), do álcool e do café, por exemplo.

Do clima e da moradia: a ninguém é dado viver em qualquer lugar. O clima acelera ou retarda o metabolismo. O espírito é uma das formas do metabolismo, e aquele sofre, fica fraco, lento num clima que o esmaga, o desencoraja. O clima pode transformar alguém dotado de gênio em um “rabugento especialista” quando há um desacordo entre o clima e o espírito. “Minha vida se passou somente em lugares errados e realmente proibidos para mim (…). Tantos lugares nefastos à minha fisiologia”. Ele considerava melhor para si o ar seco, céu puro, atmosferas semelhantes as encontradas em Atenas, Jerusalém, Florença, Paris.

Da distração: o filósofo do bigode faz referência à leitura e à música. Estas são uma distração porque fazem nosso espírito caminhar com almas alheias, nos desprende de nós mesmos, nos faz vagar por terras desconhecidas. “Vinde a mim, livros agradáveis, livros espirituosos, livros inteligentes!” Ele sugere máximo rigor com aquilo que nos distrai, já que é o alimento do espírito. Nietzsche se alimenta de um pequeno número de livros, aqueles que provaram ser feitos para ele. Fortalecia-se com os escritos de Anatole France, Guy de Maupassant, Stendhal etc. Ele afirma não ter suportado sua juventude sem a música wagneriana. “O que espero realmente da música. Que seja alegre e profunda como uma tarde de outubro”.

Na elaboração de si através do cuidado com a alimentação, a moradia, o clima e a distração o autor de ‘A Gaia ciência’ aponta duas prudências.

A primeira se chama “gosto”. Prudência-gosto. É aprender a escolher, a selecionar, a não ficar exposto e assoberbado com muitas coisas. É belo o pensamento aqui. Não se trata de fechar-se ao mundo, ao novo. Mas evitar gastar energia dizendo “não”. Ficar sempre preso às pequenas recusas nos rebaixa. “O rechaçar, o não deixar que se aproximem é um gasto — não haja engano -, uma energia desperdiçada para fins negativos. Pela simples necessidade constante de defesa é possível tornar-se fraco a ponto de não mais poder se defender”. Imagine morar em uma cidade ou bairro onde quase tudo é contrário a seu gosto. Andar na rua, comer, conversar exigiria sempre recusas, sempre dizer não, sempre em estado de defesa, retenção. Tornamo-nos assim um porco-espinho para tudo repelir. Porém, bom para o espírito não são espinhos mas mãos abertas.

A segunda prudência indica que deve-se evitar tornar-se apenas um “reagente”. Isto é, evitar situações, lugares, coisas e pessoas que limitam a liberdade, a iniciativa. Fugir de situações nas quais só se pode reagir. Este princípio serve para qualquer relação. E fugir aqui não significa somente sair, afastar-se. Mas estar atento as nossas próprias atitudes em uma relação. Nietzsche faz referência a figura do erudito. Ele o qualifica de um decadente. Pois é incapaz de pensar, somente responde a estímulos. O erudito somente reage aos livros.

Causa espanto se deparar com este texto do filósofo alemão. Não pelo seu conteúdo. Mas pelo absoluto abandono das necessidades. Das nossas necessidades. O texto interroga o que fazemos com nossas necessidades.

Há um enorme número de pessoas, não se sabe exatamente quantas, no Brasil que não ingere o mínimo de calorias por dia , 2000, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Para estas não está colada a questão da alimentação para aumentar a força, mas a luta macabra para não morrer de fome. Por outro lado temos hoje os índices mais altos do mundo, só abaixo dos EUA, em relação ao excesso de peso e obesidade. Nesta última categoria nada menos que 10 milhões de brasileiros. Uns não podem cuidar de si por conta da miséria. Outros por conta do relaxamento.

Poderíamos ir desenvolvendo ponto por ponto. Mas o exemplo da comida vale também para a moradia e a distração. Ou falta quase tudo ou estamos entupidos de lixo em todas as dimensões. O preço pelo abando no de si é bem alto. Pois trata-se da própria vida. Curiosamente quando se fala mais em cuidado, quando proliferam por todos os lados todos os tipos de especialistas, de doutores em tudo, quando constroem médias, padrões e limiares para todos os índices é quando tudo está indo mal. Fico me perguntando, se não estamos cuidando de nós, das nossos necessidades, estamos fazendo o quê? Estamos nos preocupando com o quê?

O filósofo alemão escreve que o cultivo de si através destas necessidades listadas é para que cada um “se torne o que é”. E esta é a tarefa urgente e mais difícil na vida. Se estamos tão desligados, abandonados, relaxados mesmo com a vida, é porque estamos querendo nos tornar outras coisas. Isto é, estamos assujeitados a valores, projetos e metas que não são nossos, que não possibilita a cada um ser o que é. Não podemos pensar que se trata de uma pura digressão no pensamento estas colocações.

Ora, pensemos. Se não se pode ou não se cuida do que come, de onde e como se vive e mora, daquilo que ler, escuta, assiste… o que é que se está a fazer na vida? Os pontos mais importantes são geridos por outros. Significa que a vida de cada um é governada, conduzida por outros. E esta é uma questão qualquer?

Compreendemos por que os poderes não dão folga nestes pontos. Poucos espaços, pouco incentivo, pouca liberdade para pensar e atuar nestas frentes.

É intolerável para qualquer regime político que cada um lute e trabalhe para se tornar o que é.

“Perguntarão por que relatei realmente todas essas coisas pequenas e, seguindo o juízo tradicional, indiferentes: estaria com isso prejudicando a mim mesmo, tanto mais se estou destinado a defender grandes tarefas. Resposta: essas pequenas coisas — alimentação, lugar, clima, distração, toda a casuística do egoísmo — são inconcebivelmente mais importantes do que tudo o que até agora tomou-se como importante. Nisto exatamente é preciso começar a reaprender.”

Fonte: https://medium.com/@textodeguerra/se-tornar-o-que-e-97f122797fc7

domingo, 27 de julho de 2014

Rolleiflex - Remelexo

Vivi a vida intensamente
Tenho certeza que da minha mente não se apagarão jamais
Os bons momentos que passei
Irei guardar, por onde quer que eu vá...

Morte e vida severina - João Cabral de Melo Neto


...Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

Charlie Chaplin - The Lost Love

Gênio!!!!

domingo, 20 de julho de 2014

Rubem Alves (Boa Esperança, 15 de setembro de 1933 — Campinas, 19 de julho de 2014)

" Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!"

Quem me ouvir Cantar - Clara Nunes

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Aquarela nordestina- Marinês

Embora também exista gravação do mestre Lua, essa gravação da Marinês marcou uma nova fase da minha vida, na verdade foi um divisor de águas.

A primeira vez que a ouvi, foi na companhia do meu irmão Luan Passos de Souza na minha vez primeira também no Açai praia, onde também pela primeira vez falei pessoalmente com Jorge Silva.

No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra,
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Juriti não suspira, inhambú seu canto encerra.
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.

Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte,
Como que reclamando sua falta de sorte.
Asa branca, sedenta, vai chegando na bebida.
Não tem água a lagoa, já está ressequida.

E o sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste.
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste.

Ai, ai, ai, ai meu Deus
Ai, ai, ai, ai meu Deus

terça-feira, 17 de junho de 2014

Poema sujo - Ferreira Gullar

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos

menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma?
claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica
e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu
tua gengiva igual a tua bocetinha
que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor
e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo
(não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti
bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era…
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia

(Trecho de Poema Sujo, de Ferreira Gullar).

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Por Amor ao Forró - Parte 03

9 meses de campina grande... e amanhã começa o maior São João do mundo, meu primeiro "30 dias de festa", SQN.

 Fico impressionado com apatia dos "forrozeiros" daqui, além da dança ser muito diferente a energia e a entrega aqui praticamente não existe ou não é externalizada, encontrei este documentário e vi um dos maiores dizendo a mesma coisa, aqui as pessoas cruzam os braços (claro que não estou generalizando) e conseguem assistir um show tranquilamente, fato impossível de acontecer no sudeste, lá o "pau come" e não se mede esforço para ir aos shows e eventos, mesmo sabendo do sono de 10 ursos polares que teremos que enfrentar no dia seguinte, na quarta feira ou na sexta feira seguinte...

Feliz por ter enveredado por esse caminho e ter tido Luan Passos de Sousa como meu mentor e depois ir agregando (ou sendo agregado) por outros amigos que o forró me presenteou como o irmão Jorge Silva.

Apaixonado pelo vasto repertório, Jacinto Silva, Chico Santos, Pinto do acordeon, Mestre Zinho, Azulão, Trio Mossoró, Benedito Rojão, Pedro Sertanejo... só pra constar alguns nomes que não englobam os "POP",  pasmem, o povo por aqui na sua grandeeeee maioria não faze ideia de quem sejam estes... Isso mesmo, nunca ouviram falar!!! Como sempre, arrisquei pedir algumas músicas para os trios que assisti, sem sucesso.

Não sei se isso está certo ou errado, ou se existe esse julgo, apenas sei que o forró aí no Sudeste é pesadíssimo, orgulhem-se.


Frase - Herman Hesse

E quando fico meio perdido, sem saber o que pensar, eles sempre me indicam o caminho... Oh, sorte!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Rolleiflex - Amarildo

O nome dele é Zé Batalha
E desde pequeno ele trabalha pra ganhar uma migalha
que alimenta sua mãe e o seu irmão mais novo
Nenhum dos dois estudou porque não existe educação pro
povo no país do futebol
Futebol não se aprende na escola
É por isso que Brazuca é bom de bola



Perfeição - Legião Urbana

...Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vem viver essa paixão - Pinto do Acordeon

SEM MAIS!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

O meu nirvana - Augusto dos anjos

O meu nirvana

No alheamento da obscura forma humana, 
De que, pensando, me desencarcero, 
Foi que eu, num grito de emoção, sincero 
Encontrei, afinal, o meu Nirvana!

Nessa manumissão schopenhauereana, 
Onde a Vida do humano aspecto fero 
Se desarraiga, eu, feito força, impero 
Na imanência da Idéa Soberana!

Destruída a sensação que oriunda fora
Do tacto — ínfima antena aferidora
Destas tegumentárias mãos plebéas —

Gozo o prazer, que os anos não carcomem,
De haver trocado a minha forma de homem
Pela imortalidade das Idéas!

A ponte - Elton Medeiros



Chora
Põe o coração na mesa
Chora
Tua secular tristeza
Tira o teu coração da lama
E chora
A dor santa e a dor profana
Que Deus protege a quem chora
Por toda tristeza humana

O homem é sempre só
O fim é sempre pó
Ninguém foge do nó
Que um dia a vida faz
Por isso chora em paz
Que a lágrima que cai
É a ponte entre mais nada
E outra vida mais
O paradoxo, seu paradoxo é que você se dedica à busca da verdade, mas não consegue suportar a visão de sua descoberta.

Rolleiflex


Amigos e colegas - Campina Grande

"A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas."

-Carlos Drummond de Andrade

Frase - Charles Bukowski

"É o início do Declínio e a Queda do Ocidente, como Splenger dizia. Todo mundo é tão ganancioso e decadente, a decomposição realmente começou. Eles matam gente aos milhões nas guerras e dão medalhas por isso. Metade das pessoas deste mundo vai morrer de fome enquanto a gente fica por aí sentado vendo TV."

domingo, 18 de maio de 2014

Billie Holiday - Strange Fruit

Perfeição!

India.Arie - Strange Fruit (Tradução)

SEM MAIS!!!

Santana - Maria, Maria (Hardrock Live)

Som phoda!!!!!
...Parem com os saques, parem com o tiroteio

Batendo carteiras na esquina

Vejam como os ricos estão ficando mais ricos

E o pobres estão ficando mais pobres



Vejam a mim e Maria na esquina

Pensando em maneiras de subir na vida

Em minha caixa de correio tem uma carta de despejo

Alguém acabou de dizer: "até mais tarde"

osvaldo bezerra - o rei do brega - não toque essa musica

O rei do brega :-)

Ouvindo essa música eu conheci um alguém
Beijando seus lindos lábios me apaixonei
Anos felizes vivemos, mas tudo acabou
Partiu e ficou a saudade de um grande amor
Não toque essa música aqui eu não posso ouvir
Porque ela recorda triste um amor que perdi

Dizem que o homem não chora quando sente saudade
Mas na verdade esta música fere o meu coração

Sei quando esta canção ela ouvir tocar
Mesmo nos braços de um outro vibrando no amor
Recordará nossos filhos e um lar que foi seu
Então vai chorar de saudade assim como eu.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Marcos Sacramento - A ultima estrofe

Luiz Bonfá & Elizete Cardoso - Manhã de Carnaval

(Luís Bonfá e Antônio Maria)





Manhã, tão bonita manhã

Na vida, uma nova canção

Cantando só teus olhos

Teu riso, tuas mãos

Pois há de haver um dia

Em que virás

Das cordas do meu violão

Que só teu amor procurou

Vem uma voz

Falar dos beijos perdidos

Nos lábios teus



Canta o meu coração

Alegria voltou

Tão feliz a manhã

Deste amor

Vida Noturna - Aldir Blanc

..Mas hoje eu estou de bem comigo

E isso é difícil

Ah, vida noturna

Eu sou a borboleta mais vadia

Na doce flor da tua hipocrisia.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Francisco Petrônio - Luzes da Ribalta - Festa Baile

Bailarinas... são incríveis!

Francisco Petrônio - VALSA DA DESPEDIDA - Robert Burns- Versão de João d...

Francisco Petrônio um dos mais brasas, "o grande baile da saudade" antológico!

Anos 60 70 80 Uma Linda Recordação

Dividir tubaina... isso era de uma felicidade impar!

Fagner - Jura Secreta (Video Ao Vivo)

Jura Secreta

Fagner

Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que eu não causei

Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada do que eu quero me suprime
Do que por não saber ainda não quis

Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Só o que me cega, o que me faz infeliz
É o brilho do olhar que eu não sofrí.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Neste Momento - Roberto Shinyashiki

Neste momento,
penso em você e então
quisera me transformar em vento.
E se assim fosse,
chegaria agora como brisa fresca
e tocaria leve sua janela.
E se você me escuta e
me permite entrar,
em você vou me enroscar
quase sem o tocar.
Vou roçar nos seus cabelos,
soprar mansinho no ouvido,
beijar sua boca macia,
o embalar no meu carinho
Mas eu não sou vento...
Agora sou só pensamento e
estou pensando em você.
E se abrir sua janela,
eu estou chegando aí,
agora...
neste momento,
em pensamento...
no vento.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Filho adotivo - Sergio Reis

Cada rosto uma história...

Peço a deus (Dida, Dedé da Portela) - Mestre Marçal

BRASA!!!

Filosofia - Diógenes de Sínope (413 - 323 a.C.)

Diógenes de Sínope (413 - 323 a.C.)
          Diógenes foi aluno de Antístenes, fundador da escola cínica. Em sua época Diógenes foi destaque e símbolo do cinismo pois tornou sua filosofia uma forma de viver radical. Diógenes expressava seu pensamento através da frase "procuro um homem". Conforme relatos históricos ele andava durante o dia em meio às pessoas com uma lanterna acessa pronunciando ironicamente a frase. Buscava um homem que vivesse segundo a sua essência. Procurava um homem que vivesse sua vida superando as exterioridades exigidas pelas convenções sociais como comportamento, dinheiro, luxo ou conforto. Ele buscava um homem que tivesse encontrado a sua verdadeira natureza, que vivesse conforme ela e que fosse feliz.
            Para ele os deuses deram aos homens formas para viverem de modo fácil e feliz, mas esses mesmos deuses esconderam essas formas dos homens. Diógenes buscava descobrir esses modos de viver tentando demonstrar que as pessoas tem a seu dispor tudo aquilo que realmente precisam para ser feliz. Mas para isso as pessoas tem que conhecer a sua natureza e as verdadeiras exigências que essa lhe faz. Pensando nisso ele afirma que a música, a física, a matemática, a astronomia e a metafísica são inúteis pois são formuladoras de conceitos, muito além dos conceitos o que importa é a ação, o comportamento e o exemplo. Nossas reais necessidades são para ele aquelas que nos impõe a nossa condição animal, como nos alimentar por exemplo. O animal também não tem objetivos para viver, ele não tem que responder pelos seus atos para a sociedade, ele não precisa de casa ou conforto. É nas necessidades básicas dos animais que o homem deve se espelhar para conduzir sua vida.
            Diógenes pôs em pratica seus pensamentos e passou a viver perambulando pelas ruas na mais completa miséria tomando por moradia um barril o que se tornou um ícone do quão pouco os homens precisam para viver. Alimentava-se do que conseguia recolher em sua cuia. Tinha por proteção um manto que usava para dormir e usava os espaços públicos para fazer tudo mais que precisava.  Segundo ele esse modo de viver o deixava livre para ser ele mesmo pois eliminava a necessidade de coisas supérfluas. Ele acreditava atingir essa liberdade cansando o corpo para se habituar a dominar os prazeres até desprezá-los por completo pois para os cínicos os prazeres enfraquecem o corpo e a alma, pondo em perigo a liberdade do homem pois o torna escravo dos mesmos.
            Os cínicos contestavam ainda o matrimônio e a convivência em sociedade. Eles se declaravam cidadãos do mundo. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e auto-suficiente tratando o mundo com indiferença pois a felicidade deve vir de dentro do homem e não do seu exterior.
            Outro fato conhecido de Diógenes é seu encontro com Alexandre, então o homem mais poderoso conhecido. Alexandre solicitou que Diógenes pedisse o que quisesse e este pediu que Alexandre saísse de sua frente pois estava tapando o sol. Diógenes estava com esse ato demonstrando o quão pouco ele necessitava para viver bem conforme sua natureza.
         
Sentenças:
- Busco um homem honesto.
- Elogiar a si mesmo desagrada a todos.
- O amor é uma ocupação de quem não tem o que fazer.
- O insulto ofende a quem o faz e não a quem o recebe.
- A sabedoria serve para reprimir os jovens, para consolar os velhos, para enriquecer os pobres e para enfeitar os ricos.
- A liberdade para falar é a coisa mais bela para um homem.
- Um filósofo só serve para machucar os sentimentos de alguém.
- O tempo é o espelho da eternidade.
- Sou uma criatura do mundo.


Brega & Chique Nacional.

Ah se eu soubesse o que eu sei do mundo eu não tinha crescido...

domingo, 4 de maio de 2014

Altieris Barbiero - Se amar é viver....

Um dos bregas mais lindos... As vezes chegamos atrasados :-(

Frase - Diário de Anne Frank

"Eu gostaria de ter aquela vida aparentemente descuidada e feliz durante uma tarde, alguns dias, uma semana. No fim de semana, estaria exausta e agradeceria à primeira pessoa que conversasse comigo sobre algo importante. Quero amigos, não admiradores. Pessoas que me respeitem pelo caráter e pelo que faço, não pelo sorriso encantador. O círculo ao meu redor seria bem menor, mas não importa, desde que fosse composto por gente sincera."
Do Diário de Anne Frank, 7 de Março de 1944.

Labareda - Chico Buarque, Jorge Simas, Paulo C. Feital e Outros

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Carlinho Vergueiro - Dia Seguinte

Sempre quis postar esta música, marcou minha vida, mas não encontrava outra gravação se não a da beth carvalho (sem chance, biscate), mas como quem procura acha, depois de anos olha ela ae com Carlinhos Vergueiro. Oh sorte!

E depois quando a festa acabar o que vai ser dessa vida
Vai voltar ao que era antes de passar pela avenida
Nem melhor, nem pior porque não pode ser mais dolorida
Que será desse mundo de branco e de azul
Quando a voz das pastoras emudecer
Quando o som da batida do surdo parar igual um coração para de bater

Que será dessa porta bandeira que foi tão aplaudida
Amanhã quando recomeçar a tristeza interrompida
E esse rei que perdeu a coroa e a glória consentida
Volta a ser camelô, biscateiro ou gari
Ou de berro na mão por ai reinar
Poderá ser mais um pingente que cai
Que no ano que vem ninguém vai notar

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Gabriel Garcia Marquez

Mais um gênio que se vai...
 É, e sempre será, uma das minhas maiores referências e olha quem nem li ainda "100 anos de solidão".
O primeiro livro que li desse monstro parece não ser muito conhecido, pois nunca vejo ninguém citá-lo (Viver pra contar) foi suficiente para eu me tornar fã incondicional.
Hoje estou tão triste quanto no dia da morte do Senna, Rogério Cardoso, Chico Anysio, Madiba e Chorão.
Memórias das minhas putas tristes... são poetas como você que me inspiram a levar a vida que levo. Meu muito obrigado Gabriel Garcia Marquez.

AS 20 MUSICAS BREGAS E POPULARES ANTIGAS MAIS TOCADAS

Isso sim é uma seleção!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Amar Alguém- Pe. Fábio de Melo

A vocês meus amigos, que continuam acreditando e apostando em mim, mesmo sem entender ao certo onde eu queria chegar. Primeiro passo da nova caminhada inicia-se hoje, e mais uma vez só consegui porque não me desampararam!

"...A gente só tem o direto de dizer a alguém que amamos, depois de ter dito infinta vezes a este mesmo alguém a frase: EU perdoo você.
A gente só sabe que ama, depois de ter tido a necessidade de perdoar.
Eu só me sinto amado o dia que outro sabe dos meus defeitos e mesmo assim continua acreditando em mim..."

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Originais do Samba.mp4

Mussum era pesadíssimo, muito axé!!!!!!

Pra que vou recordar o que chorei - Tim Maia

A que mais gosto desse gênio!

Olodum - protesto do olodum (E lá vou eu...)

Sensacional!

Desperdicio - Eduardo Gudin

Foi um desperdício da paixão
Que fez do sacrifício solidão
Meu coração cicatrizou
Mas nunca ficou perfeito
Se enclausurou dentro do peito
Renunciando a todo amor
A vida é a justiça que vem do céu
Não faz distinção entre o bem e o mal
Por isso é às vezes cruel
E o amor é a pena fatal
Você só cumpriu o seu papel
Eu tive o papel principal
Ah! Eu fui aquele que chorou
Ah! Como você me machucou
Meu coração se conformou
Mas nunca mais amou direito
Porque ele aí fica sem jeito
Denunciando a minha dor

sábado, 5 de abril de 2014

Bruce Lee - Entrevista Parte 3-3 (Legendado)

Gênio nebuloso!

So You Want to Be a Writer? by Charles Bukowski (read by Tom O'Bedlam)





Então queres ser um escritor?
se não sair de ti explodindo
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração e da tua cabeça e da tua boca
e das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que sentar por horas
olhando a tela do teu computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes porque queres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como algum outro escreveu,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás pronto.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas estúpido nem enfadonho e
pedante, não te consumas com auto-
-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te esteja a queimar as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra forma.

e nunca houve.

(Charles Bukowski)

(tradução livre de Fabio Rocha em 20 de abril de 2013, baseada no original em inglês)

Poema - Charles Bukowski

A dor é uma coisa estranha.
Um gato que mata um pássaro,
um acidente de automóvel,
um incêndio...

A dor chega,
BANG,
e eis que ela te atinge.

É real.

E aos olhos de qualquer pessoa pareces um estúpido.
Como se te tornasses, de repente, num idiota.

E não há cura para isso,
a menos que encontres alguém
que compreenda realmente o que sentes
e te saiba ajudar...

Wando em Campina Grande - 2

Sensacional

Cantadeiras do Souza - parte 2/2

Então vocês me perguntam por que eu não volto pra SP? O nordeste é incrível, existe um mundo a ser explorado... Valores que não encontro no sudeste, é isso que desejo agora.

Rolleiflex

Sinto falta da minha ingenuidade. A gente vai perdendo ela com o tempo, né? É muito bom ter ingenuidade. É por ingenuidade que você tem fé em certas coisas. Eu ainda tento investir na minha.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Bruce Lee ressurgi em novo comercial de bebida na China

Mãos - Alessandro Brito

Um fagulha de esperança  ascendeu
Eu mais uma vez me permiti, parti...
Voltei, as mãos vazias,
Mais nada...

As cenas que ali passavam
Eram cenas de fé, amor...
Um profeta, a julgar,
A dor...

Busquei um encontro
Entre nossas almas, atordoadas...
Você se guardara,
Silenciava...

Miserável alma minha
Que sonha, sozinha...
E ainda busca, consolo,
Carinho.

Sampa - Caetano Veloso

Essa ele acertou na veia!

Ataíde e Alexandre - Doces Palavras - Ao Vivo Em Vitória - ES

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Sou vil, sou reles, como toda gente - Fernando Pessoa

Sou vil, sou reles, como toda a gente
Não tenho ideais, mas não os tem ninguém.
Quem diz que os tem é como eu, mas mente.
Quem diz que busca é porque não os tem.

É com a imaginação que eu amo o bem.
Meu baixo ser porém não mo consente.
Passo, fantasma do meu ser presente,
Ébrio, por intervalos, de um Além.

Como todos não creio no que creio.
Talvez possa morrer por esse ideal.
Mas, enquanto não morro, falo e leio.

Justificar-me? Sou quem todos são...
Modificar-me? Para meu igual?...
— Acaba já com isso, ó coração!

Fernanda melo - Dilma, deixa eu te falar uma coisa!

Sou Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.
Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto...

Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão.

Por que comprei?

Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.

Você sabe o que é puxadinho?
Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira?

Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria?

Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção.

Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido.

Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...

Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...

Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você.

Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...

Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital?

Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador?

De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI?

A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições.

Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada!

E você sabe bem disso.

Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo...

As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas...

Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!

O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha!

Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.

Quer um conselho?

Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês!

Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou!

Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!

Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!

Zezé Gonzaga - A você

"Mãos de Anjo" - Rogério Caetano - Homenagem a Raphael Rabello

Raphael eh digno de todas as homenagens... E Rogério Caetano tem pedigree pra fazer!

Perfeição!

Errei, erramos Ataulfo Alves Marcos Sacramento

Memorável samba é sem dúvida um dos melhores disco das duas últimas décadas!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Frase - Charles Bukowski - Notas de um Velho Safado

Alguns homens anseiam pela revolução, mas quando você se revolta e constitui seu novo governo você descobre que o seu novo governo é ainda o velho papai de sempre, tendo colocado apenas uma nova máscara de papelão.



Orlando Silveira & Chorões - Evocação (Programa Alegria do Choro - 1985)

Perfeição!

Frase - Muhammad Ali

"A melhor maneira de fazer seus sonhos se tornarem realidade 
é acordar "

Silêncio - Chico Santana

Silêncio
É o que resta para mim
Desde que você partiu
A minh'alma jamais sorriu
O meu peito soluça
E os meus olhos não querem ter,
Nenhuma lágrima
Porque...

Mas se meus olhos chorassem
Talvez aliviassem
Este tormento de dor
Quem sofre é meu coração
Guardando esta paixão
De um sofrimento de amor

1º Trio Nordestino

Aquela Paz - Charlie Brown Jr.

JOÃO NOGUEIRA - POEIRA DA IDADE !!

Volta quando quiseres

A porta está aberta

A casa é a mesma e uma coisa é certa

Como você deixou você vai encontrar

A cadeira de palhinha

Eu não tirei daquele canto que eu achava feio

E só para o seu espanto o nosso guarda-roupa

Eu não mandei pintar

Não mexi no quarto dos seus santos

Nem nos seus retratos

Não toquei na tua roupa nem nos seus sapatos

Isso também vai encontrar como você deixou

Na sala o sofá eo tapete estão do mesmo jeito

E a televisão como aquele defeito

Dá pra ver o futebol ainda nao pifou...



A cortina esta anda um pouco desbotada

E a minha cabeça meio esbranquiçada

É poeira da idade nao tem como limpar

Tenho notado uma ruga bem pequenina no canto da minha boca

Mas em meio a tanta coisa isso é coisa pouca

È um traço que a saudade quis me desenhar



Ando levando os meus dias calmamente

Uma bebidinha ou outra como antigamente

Mas voce sempre soube disso e nunca reclamou...

Volta e vem ver como é grande essa verdade

Diz o dito popular o amor nao tem idade

venha me encontrar do jeito que você deixou



Volta e vem ver como é grande esta verdade..

Rolleiflex

Sarney, Tuma, Calheiros, Temer...SERÁ POSSÍVEL QUE ESTAS FAMÍLIAS IRÃO SE REELEGER DE NOVO?
ESSES FDP ESTÃO NO PODER DESDE QUE SOU CRIANÇA...
O POVO REALMENTE VOTA NELES OU ESTAS URNAS QUE FORAM REJEITADAS NOS PAÍSES DE PRIMEIRO MUNDO REALMENTE SÃO UMA FARSA???

Pena Branca e Xavantinho - Arquivo - Trama/Radiola 18/05/09

Um dos melhores programa Ensaio!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Deus decepção - Neimar de Barros

Eu, detestando pretos,
Eu, sem coração!
Eu, perdido num coreto,
Gritando: "Separação"!

Eu, você, nós...nós todos,
cheios de preconceitos,
fugindo como se eles carregassem lodo,
lodo na cor...
E, com petulância, arrogância,
afastando a pele irmã.

Mas,
estou pensando agora,
e quando chegar minha hora ?
Meu Deus, se eu morresse amanhã, de manhã...
Numa viagem esquisita, entre nuvens feias e bonitas,
se eu chegasse lá e um porteiro manco,
como os aleijados que eu gozei, viesse abrir a porta,
e eu reparasse em sua vista torta, igual àquela que eu critiquei,
se a sua mão tateasse pelo trinco,
como as mãos do cego que não ajudei ...
Se a porta rangesse, chorando os choros que provoquei.
Se uma criança me tomasse pela mão,
criança como aquela que não embalei,
e me levasse por um corredor florido, colorido,
como as flores que eu jamais dei...
Se eu sentisse o chão frio,
como o dos presídios que não visitei,
se eu visse as paredes caindo,
como as das creches e asilos que não ajudei ...
E se a criança tirasse corpos do caminho,
corpos que eu não levantei
dando desculpas de que eram bêbados, mas eram epiléticos,
que era vagabundagem, mas era fome!

Meu Deus !
Agora me assusta pronunciar seu nome .
E se mais para a frente a criança cobrisse o corpo nu,
da prostituta que eu usei,
ou do moribundo que não olhei,
ou da velha que não respeitei,
ou da mãe que não amei...
Corpo de alguém exposto, jogado por minha causa,
porque não estendi a mão, porque no amor fiz pausa e dei,
sei lá, só dei desgosto...

E, no fim do corredor, o início da decepção .
Que raiva, que desespero,
se visse o mecânico, o operário, aquele vizinho,
o maldito funcionário, e até, até o padeiro,
todos sorrindo não sei de quê...
Ah! Sei sim, riem da minha decepção.

Deus não está vestido de ouro. Mas como?
Está num simples trono.
Simples como não fui, humilde como não sou.

Deus decepção .
Deus na cor que eu não queria,
Deus cara a cara, face a face,
sem aquela imponente classe.

Deus simples! Deus negro !
Deus negro?

E Eu...
Racista, egoísta. E agora ?
Na terra só persegui os pretos,
não aluguei casa, não apertei a mão.

Meu Deus você é negro, que desilusão!

Será que vai me dar uma morada?
Será que vai apertar minha mão? Que nada .

Meu Deus você é negro, que decepção!

Não dei emprego, virei o rosto. E agora?
Será que vai me dar um canto, vai me cobrir com seu manto
ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei...

Deus, eu não podia adivinhar.
Por que você se fez assim?
Por que se fez preto, preto como o engraxate,
aquele que expulsei da frente de casa?

Deus, pregaram você na cruz
e você me pregou uma peça.
Eu me esforcei à beça em tantas coisas,
e cheguei até a pensar em amor,

Mas nunca,
nunca pensei em adivinhar sua cor.

Chico Anysio - Escolinha do Professor Raimundo - Aldemar Vigário: Monólo...

Postado anteriormente em homenagem a minha irmã, mas este vídeo é maravilhoso!

Rolleiflex

Gênio, gênio e gênio!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Fausto Nilo Cantando "Casa Tudo Azul"

Quando a chuva bater no telhado eu já sei que terei teu carinho só meu...

FHC Paradigma do intelectual favorecido pela ditadura militar - Alexandre Figueiredo

DITADURA MILITAR "DESENHOU" O PADRÃO DE INTELECTUALIDADE NO PAÍS

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Paradigma do intelectual favorecido pela ditadura militar.

Por Alexandre Figueiredo

Nos últimos anos, surgem denúncias de que os cursos de pós-graduação nas universidades, sejam elas particulares ou públicas, e nos círculos intelectuais em geral, produzem trabalhos científicos e monográficos medíocres.

Eu mesmo senti na pele isso, já que os meios acadêmicos há muito tempo dão preferência a trabalhos meramente descritivos do que aqueles que pudessem analisar as diversas problemáticas existentes nos diversos fenômenos da vida humana no Brasil.

A situação é tão séria que, se fossem jovens e brasileiros hoje, pensadores como Noam Chomsky e Umberto Eco seriam barrados já nos primeiros portões entre o bacharelado e as inscrições para o mestrado.

Vamos fazer uma comparação. Um médico sanitarista quer estudar uma doença que anda dizimando a população de determinado lugar. Se fosse num meio acadêmico saudável, ele lançaria questionamentos, identificaria o vírus, verme ou inseto transmissor, e combateria a doença a partir de uma vacina desenvolvida a partir de uma combinação de substâncias.

Mas, se for pelo contexto acadêmico que se vive no Brasil nos últimos 45 anos, o médico não pode estudar a doença. No máximo, identificará os agentes transmissores da doença, descreverá todo o processo de doença e mortes, e depois relativizará, provavelmente se limitará a dizer que as vítimas não estavam preparadas para enfrentar as doenças. As vítimas, portanto, levam a culpa pela doença.

A geração de intelectuais que temos, de analistas neoliberais parcialmente reformistas - mas sem coragem plena para superar a pobreza e as desigualdades sociais - a cientistas com projetos inócuos, passando pela intelectualidade "bacana" que pouco está ligando para os problemas da cultura popular brasileira, se formou graças a um padrão ideológico vigente desde a ditadura militar.

Isso se deu há cerca de 45 anos. Veio o AI-5 e os últimos expurgos dos meios políticos e acadêmicos que ainda faziam oposição à ditadura militar entre 1964 e 1968. O higienismo sócio-político e cultural, depois do auge das manifestações oposicionistas entre 1967 e 1968, criou um ambiente "asséptico" que refletiu nas classes acadêmicas que passaram a dominar o cenário do "milagre brasileiro".

E se o ideólogo neoliberal Roberto Campos tinha a imagem "queimada" - sobretudo pelo movimento estudantil que, numa alusão de que Campos era capitalista ferrenho, lhe deu o apelido pejorativo de Bob Fields - , verbas da Fundação Ford, a serviço da CIA, propiciaram a ascensão de um intelectual que modernizou as ideias de Campos num contexto supostamente progressista.

Sim, estamos falando de Fernando Henrique Cardoso, que mais tarde exerceu dois mandatos como Presidente da República e tornou-se o principal paradigma de intelectual no país. Um dos fundadores do PSDB, a ele se cercam barões midiáticos, empresários entreguistas, tecnocratas e uma linhagem de pensamento que vigora até hoje nos círculos intelectuais contemporâneos.

Fernando Henrique Cardoso só discordava da política de "poder duro" determinada pela ditadura militar. Mas ele acabou modernizando as teorias neoliberais de Campos num contexto de "poder suave" (a nova estratégia neoliberal, que vale até hoje) que propõe um desenvolvimento subordinado do Brasil sem que se apelasse para a violência política então adotada pela ditadura.

Graças à influência de FHC na USP, exterminou-se a reflexão crítica dos meios acadêmicos. Criou-se um estigma equivocado, mas dominante, de que contestar o "estabelecido" é "menos científico", e que refletir de forma questionadora os problemas cotidianos é um manifesto de "opinião" e não de "abordagem científica".

Parece ridículo, mas é isso que acontece. O problema acontece, mas você não pode contestar. Se contestar, está emitindo uma "opinião", e não uma "abordagem científica". "Científico" ficou associado ao processo meramente descritivo dos problemas cotidianos, muitos deles nem vistos como problemas, mas como "fenomenologias" que só devem ser identificadas.

O trabalho monográfico passou a ser contaminado por um mito de "imparcialidade" comparável ao da imprensa conservadora, um mito que durante muito tempo era atraente e visto com aparente unanimidade. O acadêmico, tal como o jornalista, não poderia tomar uma posição, seu trabalho era neutro, como um observador de um problema que ele era proibido de resolver.

O que está por trás desse padrão de intelectualidade, que gerou uma geração recente de intelectuais "bacanas", que defendem a bregalização da cultura popular e jogam no lixo qualquer questionamento sobre desnacionalização, mediocrização e imbecilização cultural, é não só a herança da ditadura militar, mas também a do pensamento neoliberal e dos investimentos estrangeiros.

HERANÇA DA DITADURA, DE FHC E ATÉ DE GEORGE SOROS!!

Intelectuais que tentam parecer "progressistas", como Paulo César Araújo, Pedro Alexandre Sanches e Hermano Vianna - com a ressalva de que este último assume seu vínculo com os barões da mídia e sua herança acadêmica de FHC - são na verdade herdeiros de uma linha de pensamento tramada nos bastidores da ditadura civil-militar após o AI-5.

Não se podia torturar todos os brasileiros. Tinha-se que criar um padrão de cultura, de pensamento acadêmico, de assistencialismo sócio-econômico e educacional, para que, dentro das estruturas do poder dominante, resolver os problemas sociais para minimizar as inquietações da sociedade com a situação cotidiana lastimável.

Veio o Mobral para alfabetizar os brasileiros sem que represente um risco de, com um povo educado, ameaçar o poderio dominante. O coronelismo radiofônico veio impor a música brega para o gosto popular, e toda uma mídia da época passou a trabalhar uma imagem caricata do "popular" que nem as chanchadas teriam coragem de fazer.

Para completar o trabalho, criou-se uma intelectualidade cujo método de pensamento apostava numa "problemática" sem problemas, num "debate" que não debatia, num "pensamento reflexivo" que não refletia coisa alguma, numa "provocação" que nada provoca etc. Uma intelectualidade que desperdiçava o domínio do processo de pesquisa e questionamento para reafirmar o "estabelecido".

E isso contagia até pessoas consideradas experientes. O sociólogo Milton Moura, da Universidade Federal da Bahia, escreveu uma verdadeira BOBAGEM intitulada "Esses pagodes impertinentes...", no periódico Textos, da UFBA, em 1996, coisa que nem os delírios engraçadinhos de um André Forastieri seriam capazes de despejar na imprensa.

Mas Moura se beneficiou de sua visibilidade e seu status acadêmico, defendendo a imbecilização cultural puxada pelo É O Tchan, e antecipando toda uma blindagem intelectual que, anos mais tarde, transformaria inócuos e tolos funqueiros em pseudo-vanguarda e falsos ativistas sociais.

Na ciência, então, a ênfase está muito mais em coisas inofensivas, como analisar a influência da música no desempenho de atletas olímpicos. Temos grandes cientistas, mas os investimentos priorizam trabalhos inócuos, e os grandes feitos científicos acabam "morrendo" por causa da burocracia e de outros interesses político-econômicos.

E isso criou toda uma tradição castradora do pensamento humano. Enquanto lá fora há grandes intelectuais que não temem fazer questionamentos aprofundados mesmo com verbas estatais, aqui o que se vê são "pesquisadores" e "pensadores" escrevendo bobagens ou pesquisando paliativos.

E seu pessoal ainda se caba em estar contribuindo para o progresso de nosso país. Mas, felizmente, não é preciso um diploma de pós-graduação para percebermos que toda essa intelectualidade é herdeira da ditadura militar, do neoliberalismo de FHC e até mesmo das verbas enviadas pelo astuto especulador financeiro George Soros, o "domador de feras esquerdistas".